Com uma redução de 13% face a maio, o Algarve foi, em junho, a região portuguesa onde o desemprego registado nos centros de emprego mais diminuiu, segundo dados do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), divulgados a 20 de julho.
A descida algarvia ficou bastante acima da redução de 3,7% observada no conjunto do país. O número de desempregados inscritos nos centros de emprego nacionais caiu pelo quinto mês consecutivo, recuando para 264.517 pessoas.
Em comparação com junho de 2025, a diminuição foi de 9,9%, o equivalente a menos 28.971 desempregados registados. Face a maio deste ano, estavam inscritos menos 10.249 indivíduos.
Algarve com a maior redução mensal
O IEFP indica que, em junho, o desemprego registado diminuiu em todas as regiões portuguesas, tanto em termos mensais como na comparação com o mesmo período do ano anterior. Na análise face a maio, “a redução global no desemprego foi na ordem dos -3,7%, sendo a diminuição mais significativa a ocorrer na região do Algarve (13,0%)”, destaca o instituto. Já na comparação homóloga, as descidas mais acentuadas foram registadas no Norte, com menos 14,3%, na Madeira, com uma redução de 10,7%, e nos Açores, onde o número de inscritos recuou 8,4%.
O Algarve não surge individualizado entre as três maiores reduções homólogas, mas acompanhou a tendência de diminuição verificada em todas as regiões.
Menos 28.971 inscritos do que há um ano
No final de junho, “estavam registados, nos Serviços de Emprego do Continente e Regiões Autónomas, 264.517 indivíduos desempregados, número que representa 65,5% de um total de 403.995 pedidos de emprego”, refere o IEFP.
Para a diminuição homóloga contribuíram sobretudo as pessoas inscritas há menos de 12 meses, cujo número caiu em 18.547, os desempregados à procura de um novo emprego, com menos 25.209, e os maiores de 25 anos, que diminuíram em 24.279.
O recuo nacional começou em fevereiro e manteve-se durante cinco meses consecutivos.
Descida mais expressiva nos serviços, indústria e construção
Entre os grupos profissionais com maior peso nos centros de emprego, o número de “trabalhadores não qualificados” inscritos diminuiu 10,4% face a junho do ano passado.
Nos “trabalhadores dos serviços pessoais, de proteção e segurança e vendedores”, a redução homóloga atingiu 11,7%.
O “pessoal administrativo” e os “trabalhadores qualificados da indústria, construção e artífices”, ambos com um peso próximo dos 10% no total de inscritos, registaram descidas superiores a 12%.
Em sentido contrário, o desemprego aumentou 7,1% entre os “representantes do poder legislativo, órgãos executivos, dirigentes, diretores e gestores executivos”. Também se verificaram aumentos nas “profissões das Forças Armadas” e entre os “especialistas das atividades intelectuais e científicas”, neste último grupo com uma subida de 0,5%.
Ofertas de emprego aumentam face a maio
No final de junho, permaneciam por satisfazer 18.002 ofertas de emprego nos serviços do IEFP em todo o país.
O número representa uma redução de 1.304 ofertas, ou 6,8%, em comparação com junho de 2025. Face ao mês anterior, contudo, estavam disponíveis mais 299 oportunidades, correspondentes a um crescimento de 1,7%.
A.Pinto / HDF
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