A cadeia de retalho alimentar germânica Lidl decidiu alterar o rumo habitual das suas operações para tentar dominar um setor de atividade completamente inesperado pelas famílias. A marca já não é só um supermercado focado em bens essenciais e o Lidl encontra-se a investir noutro negócio tecnológico que pode surpreendê-lo a muito curto prazo.
A resposta para esta nova estratégia empresarial passa pelo lançamento iminente de tarifários de telecomunicações móveis com preços bastante acessíveis para o consumidor comum. A informação é avançada pelo Financial Times, um reconhecido jornal económico e financeiro de âmbito global que acompanha regularmente os grandes movimentos corporativos.
A operação comercial tornou-se possível depois do grupo alemão ter assinado um acordo estratégico de grande envergadura com a tecnológica internacional responsável pelas infraestruturas de rede. Indica a mesma fonte que a sociedade gestora da cadeia de retalho adquiriu simultaneamente uma participação acionista de quase dez por cento na operadora parceira.
A integração na aplicação móvel
O novo serviço de comunicações será disponibilizado de forma direta através da plataforma digital que a empresa já utiliza para administrar os descontos diários dos clientes. A aplicação eletrónica conta atualmente com uma base de utilizadores que supera a fasquia dos cem milhões de clientes ativos em todo o mundo.
A administração internacional da empresa pretende oferecer uma conectividade simples e veloz a todos os cidadãos que frequentam os seus espaços comerciais. Explica a referida fonte que este modelo de negócio estrutural dispensa a construção de antenas ou infraestruturas físicas próprias por parte do distribuidor alimentar europeu.
A expansão internacional prevista
A corporação germânica planeia estender a nova oferta de telecomunicações a um máximo de trinta países diferentes até ao final do ano civil em curso. A lista de mercados prioritários abrange territórios de grande dimensão populacional como o mercado britânico, o francês, o espanhol e os Estados Unidos da América.
A experiência da marca neste segmento tecnológico não é totalmente inédita pois o serviço digital já opera com grande sucesso em três países centro europeus. A Alemanha, a Áustria e a Suíça serviram como campo de ensaio para validar o modelo rentável de operador de rede móvel virtual da companhia retalhista.
A nova diversificação de receitas
O movimento estratégico obedece a uma lógica transversal de mercado onde várias marcas alheias às telecomunicações tentam fidelizar os seus clientes através de tarifários exclusivos. Esta tática comercial replica os passos dados recentemente por instituições financeiras digitais que procuram reter os consumidores dentro dos seus próprios ecossistemas de serviços.
O grupo detentor da rede de hipermercados possui uma divisão tecnológica inteiramente focada no desenvolvimento de soluções digitais avançadas para o mercado empresarial global. Explica ainda o Financial Times que o portefólio corporativo já integra serviços na nuvem informacional e investimentos milionários em sistemas de inteligência artificial.
O cenário potencial em Portugal
O anúncio oficial da expansão não mencionou diretamente a inclusão do território nacional na primeira fase de lançamento comercial do novo serviço móvel. A presença da cadeia germânica em solo luso remonta ao ano de 1995 com uma rede de lojas extremamente consolidada.
A plataforma de descontos da marca encontra-se instalada em milhões de telemóveis pertencentes a cidadãos portugueses espalhados de norte a sul do país. A infraestrutura de distribuição amplamente oleada sugere que a chegada dos tarifários telefónicos a Portugal será apenas uma questão de tempo e de oportunidade económica.
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