Ao longo dos últimos anos, o pagamento digital ganhou espaço no quotidiano dos portugueses, mas o dinheiro fÃsico continua a ser amplamente utilizado em todo o paÃs. Notas e moedas fazem parte da rotina de milhares de consumidores e são ainda preferidas em muitas transações presenciais. No entanto, o uso de numerário não está isento de riscos.
De acordo com o Banco de Portugal, existem cuidados essenciais que os utilizadores de numerário devem ter para evitar perdas, fraudes e recusas em estabelecimentos comerciais. A informação foi divulgada através do portal Cliente Bancário e visa reforçar a literacia financeira da população no que toca à utilização segura do dinheiro fÃsico.
Evite transportar grandes quantias em numerário
O primeiro alerta do Banco de Portugal prende-se com o transporte de grandes quantidades de numerário. A recomendação é clara: sempre que possÃvel, evite circular com montantes elevados em notas ou moedas. O motivo? O dinheiro fÃsico não tem qualquer mecanismo de comprovação de titularidade, o que significa que, em caso de roubo ou perda, dificilmente será possÃvel recuperar o valor.
Este ponto é especialmente relevante em contextos de maior aglomeração, como feiras, mercados ou zonas turÃsticas. A ausência de identificação associada à s notas ou moedas faz com que qualquer montante perdido seja praticamente irrecuperável. Por essa razão, o Banco de Portugal aconselha a utilização de métodos alternativos em deslocações de maior risco.
Além da perda, o transporte de grandes quantidades de dinheiro em numerário pode também levantar suspeitas em operações de controlo ou fiscalização, mesmo que sem intenção ilÃcita.
Saiba reconhecer notas e moedas verdadeiras
O segundo aspeto prende-se com a verificação da genuinidade das notas e moedas recebidas. A circulação de contrafações, embora minoritária, continua a representar uma preocupação para as autoridades monetárias. Por isso, é importante saber reconhecer os elementos de segurança incorporados no numerário em circulação.
Segundo a mesma fonte, o consumidor deve conferir os elementos visuais e táteis das notas, como o relevo, o holograma e a marca de água. No caso das moedas, é recomendável comparar com exemplares autênticos, especialmente em transações de maior valor. Em caso de dúvida, a recomendação é não aceitar o dinheiro.
As notas e moedas de euro incluem elementos de segurança atualizados, nomeadamente na segunda série de notas denominada Europa. Esta inclui novas marcas de água, hologramas melhorados e números que mudam de cor consoante a inclinação.
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Notas e moedas danificadas podem não ser aceites
A terceira recomendação foca-se no estado de conservação do numerário. Embora muitas notas e moedas apresentem sinais de uso, existem limites para o grau de degradação aceitável. Notas rasgadas, queimadas ou com partes em falta podem ser recusadas pelos comerciantes e não são válidas para transações.
O Banco de Portugal reforça que as notas e moedas em mau estado podem ser trocadas, mas o processo nem sempre é imediato. A substituição deverá ser feita junto de uma instituição financeira ou diretamente no Banco de Portugal, que avaliará se a nota danificada cumpre os critérios legais para troca.
As regras para substituição exigem que a nota tenha mais de metade da sua área original e que apresente elementos de segurança visÃveis. Se estes requisitos não forem cumpridos, a instituição pode recusar a troca ou reter o exemplar para análise.
Contaminação e outras preocupações práticas
Outra preocupação associada ao numerário é o risco de contaminação. Em ambientes com maior circulação de pessoas, como supermercados ou transportes públicos, o dinheiro pode funcionar como vetor de transmissão de microrganismos, embora o risco seja considerado residual pelas autoridades de saúde.
Apesar de os pagamentos eletrónicos estarem em crescimento, o dinheiro continua a desempenhar um papel fundamental em vários setores da economia. É, por isso, essencial que os consumidores estejam informados e adotem práticas seguras na sua utilização.
O Banco de Portugal alerta ainda que uma nota ou moeda contrafeita não tem qualquer valor legal e não pode ser trocada. O prejuÃzo, nestes casos, recai integralmente sobre quem as aceitar. Por isso, a verificação na altura da receção é essencial.
Onde obter ajuda e mais informação
No caso de receber uma nota suspeita, deve encaminhá-la para uma instituição bancária, que a enviará ao Banco de Portugal para verificação. Caso seja confirmada como autêntica, será devolvida. Se for falsa, será retida e não haverá lugar a reembolso.
O Banco de Portugal tem igualmente equipas especializadas na deteção de contrafações e desenvolve campanhas de sensibilização junto de comerciantes e consumidores para reforçar a confiança na utilização do numerário.
Além das recomendações sobre transporte, verificação e estado de conservação, o Banco de Portugal incentiva a população a manter-se informada sobre as novas emissões e alterações no design do numerário.
Com o uso consciente e informado das notas e moedas, é possÃvel manter a segurança nas transações em numerário e evitar surpresas desagradáveis, como a aceitação de contrafações ou a recusa de notas danificadas.
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