A subida dos preços dos alimentos continua a marcar o dia a dia dos consumidores em Portugal, numa altura em que vários produtos essenciais mantêm uma trajetória de encarecimento que pesa cada vez mais no orçamento das famílias.
O tomate voltou agora a destacar-se pela negativa. Segundo a DECO PROteste, o preço deste produto ultrapassou pela primeira vez em 2026 os 3 euros por quilo, depois de ter aumentado 64 cêntimos numa semana, fixando-se nos 3,24 euros.
Este agravamento representa uma subida de cerca de 24% face à semana anterior. Desde 7 de janeiro, o tomate acumulou já um aumento de 1,05 euros por quilo, o que corresponde a uma valorização de 48%. Com esta evolução, o tomate passou a ser o produto com maior subida acumulada desde o início do ano no cabaz alimentar acompanhado pela associação de defesa do consumidor.
Cabaz alimentar volta a atingir novo máximo
A pressão nos preços não se limita a este produto. O cabaz alimentar composto por 63 bens essenciais, que a DECO PROteste monitoriza regularmente desde janeiro de 2022, voltou a atingir um novo valor recorde.
Na última semana, o custo total do cabaz subiu mais 60 cêntimos, o equivalente a 0,24%, passando a custar 254,99 euros. Trata-se de um novo máximo histórico neste acompanhamento.
Desde o arranque de 2026, o aumento acumulado já chega aos 13,17 euros, o que representa uma subida de 5,45% em poucos meses, de acordo com a mesma fonte.
Diferença face a 2022 continua a aumentar
A comparação com o valor registado no início da monitorização mostra bem a dimensão do agravamento. Em 2022, o mesmo cabaz custava menos 67,29 euros do que custa atualmente. Em termos percentuais, isso traduz-se numa diferença de quase 36%, refletindo o impacto continuado da inflação nos produtos alimentares mais procurados pelos consumidores.
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