A olímpica Raquel Queirós sentiu que já tinha feito tudo o que podia fazer no XCO, tendo decidido regressar à estrada num ‘renascer” que evitou um ponto final na carreira da ciclista de 26 anos.
“É a minha estreia nos Jogos do Mediterrâneo, também quase estreia em ciclismo de estrada, porque a única corrida que fiz a nível parecido com isto foi o Europeu no ano passado. Não tenho muita pressão em mim própria, mas quero dar o meu melhor e honrar as cores de Portugal”, declarou.
Olímpica no XCO em Tóquio2020 (foi 27.ª) e em Paris2024 (foi 29.ª), a ciclista explicou ter sentido que “já tinha feito tudo o que poderia fazer” na vertente à qual se dedicou “muitos anos”.
“Sentia que não tinha muita margem de progressão para além do que tinha feito, e decidi experimentar uma coisa nova em vez de terminar a minha carreira. Estou contente com essa decisão”, garantiu.
Segunda este ano na prova de fundo dos Nacionais, Queirós regressou ao Tavira após uma breve experiência na Team Farto, considerando que a transição do cross country olímpico para a estrada está a ser muito boa.
“Sinto que é como um renascer para mim. É voltar, se calhar, aos escalões mais jovens e é isso que me faz sonhar tanto e acreditar que talvez o futuro seja risonho”, confessou.
Hoje, a campeã nacional de contrarrelógio de 2020 vai alinhar na prova de fundo dos Jogos do Mediterrâneo, depois de ser nona no ‘crono’.
“É uma corrida que me vai assentar bastante melhor, estamos com fé que vai correr bem”, previu, garantindo que vai partir sem pressão para os 90 quilómetros da prova de fundo feminina.
Com a temperatura a superar, nos últimos dias, os 35 graus na cidade do sul de Itália, Queirós aponta o calor como um fator decisivo na corrida de hoje.
“Mas é igual para todas, e vamos dar o nosso melhor”, disse uma das duas ciclistas portuguesas – a outra é Beatriz Roxo – que vai competir hoje na prova feminina em Taranto2026.
Texto de Ana Marques Gonçalves, da agência Lusa
A agência Lusa viajou a convite do Comité Olímpico de Portugal















