Perante os problemas nos exames nacionais e as revisões previstas para o ensino superior, a Associação Académica de Coimbra (AAC) lançou este domingo, 19 de julho, o movimento “Isto é Gozar com Quem Estuda”, com o qual pretende reagir às decisões do Ministério da Educação que, segundo a estrutura, afetam o futuro dos estudantes.
Em comunicado enviado à agência Lusa, a direção-geral da AAC afirmou que a iniciativa pretende “responder aos sucessivos problemas gerados única e exclusivamente pelo Ministério da Educação”.
A associação, que representa os estudantes universitários de Coimbra, identifica entre os principais motivos de preocupação as revisões do Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior (RJIES) e do Regulamento de Atribuição de Bolsas de Estudo a Estudantes do Ensino Superior (RABEEES), além “do caos instalado em torno dos exames nacionais”.
AAC promete posições e ações nos próximos dias
“Não permaneceremos em silêncio. Uma vez mais, queremos tomar as rédeas do nosso futuro”, declarou a estrutura associativa.
A AAC não esclareceu, contudo, quais são as premissas, os conteúdos ou as iniciativas previstas no âmbito do movimento, nem indicou que outras entidades ou pessoas o integram.
O comunicado refere apenas que a associação vai assumir, durante os próximos dias, “uma série de posicionamentos políticos, sensibilizando, alertando e agindo em resposta direta às decisões da tutela, em nome de todos os jovens e estudantes portugueses”.
“Milhares de estudantes do ensino secundário têm o futuro preso por um fio, sem luz ao fundo do túnel. Outros milhares, já no ensino superior, [estão] em risco flagrante de receber as bolsas de estudo no final do próximo ano letivo. São vários os desafios que o Governo teima em perpetuar ou criar. O tempo escasseia e clama por ação”, lê-se na nota.
Associação considera que Educação está num “ponto decisivo”
A Académica de Coimbra sustenta que o ensino secundário e superior português “está em crise” e que a Educação no país se encontra “num ponto decisivo”.
“A insistência do Governo em forçar a execução de reformas estruturais no modelo de ensino sem a devida coordenação e interoperabilidade, aliada a um conhecimento insuficiente da realidade, culminou num conjunto de decisões profundamente prejudiciais à génese da educação, o estudante”, defendeu a associação.
A agência Lusa tentou obter mais esclarecimentos junto do presidente da direção-geral da AAC, José Machado, sobre os objetivos e a organização do movimento “Isto é Gozar com Quem Estuda”, mas os contactos não tiveram resposta.
A.Pinto / HDF
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