Quem planeia conduzir em Espanha este verão deve estar atento às novas Zonas de Baixas Emissões (ZBE), já em vigor em várias cidades do país. Entrar inadvertidamente nestas áreas pode custar 200 euros, mesmo sem sair do carro, e os britânicos não são os únicos a ser apanhados de surpresa, segundo aponta o jornal do mesmo país, Express.
A medida aplica-se a condutores locais e estrangeiros que planeiam conduzir em Espanha, incluindo turistas portugueses que optem por viajar com viatura própria ou alugada. Cidades como Barcelona, Madrid, Valência, Sevilha e Bilbau já têm zonas activas, e outras estão em preparação. O objectivo é claro: reduzir os níveis de poluição nos centros urbanos.
A informação foi divulgada pelos especialistas da Number 1 Plates, que sublinham que estas zonas estão “claramente sinalizadas” com indicações como “ZBE” ou “R-120”. Quem entrar sem cumprir os requisitos pode ser multado no momento, ou apenas descobrir dias depois, ao receber o aviso da empresa de aluguer.
Sinalização clara, mas consequências inesperadas
Segundo os peritos, muitos turistas a conduzir em Espanha são surpreendidos por estas regras, sobretudo por desconhecerem a obrigatoriedade de certos documentos. Em algumas zonas, basta que o veículo não esteja registado ou aprovado para circular ali para que a coima seja aplicada automaticamente.
“Pode ser multado antes sequer de encontrar lugar para estacionar”, alertou a Number 1 Plates. O aviso dirige-se a todos os que pretendem circular em áreas com restrições, sem cumprirem os critérios ambientais exigidos.
Para circular legalmente nas ZBE, é obrigatório ter um dístico ambiental colocado no pára-brisas. Este autocolante, vendido por alguns euros, classifica o veículo consoante o seu nível de emissões.
Nem os carros de aluguer escapam à multa
Mesmo que o veículo seja alugado, a responsabilidade pelo cumprimento das regras é sempre do condutor. O uso de carro com matrícula britânica, portuguesa ou de outro país europeu não isenta ninguém de multa. O sistema de fiscalização por câmaras permite identificar infrações automaticamente.
Nalgumas cidades, além do dístico, é ainda necessário obter um registo digital prévio, disponível nos portais dos governos locais. Estas permissões digitais são gratuitas, mas devem ser pedidas com pelo menos 48 horas de antecedência.
A zona de Madrid conhecida como Distrito Centro e a ZBE Rondes de Barcelona estão entre as áreas mais vigiadas, cobrindo largas zonas do perímetro urbano. Em Valência, Sevilha e Bilbau, os sistemas estão também operacionais, e prontos a expandir-se ao longo do ano.
Como evitar a multa de 200 euros
A boa notícia é que evitar a coima é simples, desde que se conheçam as regras e se planeie com antecedência. O autocolante ambiental pode ser adquirido facilmente e os registos digitais são gratuitos. A Number 1 Plates aconselha os condutores a guardar o comprovativo da compra e a confirmação da inscrição no telemóvel.
“É mais barato do que o protector solar”, refere a empresa, “e muito menos doloroso”. A comparação, embora leve, pretende alertar para a importância de preparar devidamente a entrada em zonas urbanas espanholas.
Com o aumento do tráfego turístico durante o verão, espera-se uma fiscalização apertada. Muitos viajantes que partem de Portugal para visitar Espanha em viatura própria desconhecem estas obrigações, arriscando multas significativas.
Antes de seguir viagem para Barcelona, Madrid ou qualquer outra cidade com zona ambiental, o melhor é confirmar as regras em vigor no destino, de acordo com o Express. Ignorar os sinais pode sair-lhe caro, e estragar o descanso.
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