Trocar os pneus do carro é uma despesa inevitável para qualquer condutor. Mas quando chega a hora da substituição, muitos ponderam uma opção mais económica: comprar pneus usados. A questão impõe-se: será que vale a pena poupar, quando está em causa um dos elementos mais importantes da segurança do automóvel?
As vantagens dos pneus em segunda mão
De acordo com o Ekonomista, site especializado em economia, a principal vantagem está no preço. Pneus usados podem custar entre 30 a 50% menos do que um conjunto novo, tornando-se uma alternativa tentadora para quem tem um orçamento mais apertado.
Há ainda o argumento ambiental. A reutilização de pneus contribui para a redução do desperdício e para a diminuição do impacto ambiental associado à eliminação de resíduos tóxicos. Para muitos consumidores, a ideia de prolongar a vida útil de um pneu insere-se numa lógica de economia circular e de menor pegada ecológica.
Outro ponto a favor é a solução imediata em caso de furo. Se os restantes pneus ainda estão em boas condições, com pelo menos 6 mm de piso, pode fazer sentido substituir apenas um pneu por outro usado e compatível, evitando a compra de um conjunto completo.
As desvantagens que não pode ignorar
Apesar das vantagens, os riscos também são evidentes. Segundo a mesma fonte, pneus recauchutados podem ser vendidos como semi-novos, mas nem sempre garantem a mesma aderência em situações de emergência, como uma travagem brusca.
A idade do pneu é outro fator crítico. A borracha de um pneu com mais de seis anos começa a perder propriedades de aderência, mesmo que à vista pareça em bom estado. Além disso, quanto menor for a profundidade do piso, menor será a performance, sobretudo em piso molhado.
É por isso que, para compensar financeiramente, um pneu usado deve ter pelo menos 4,5 a 5 mm de piso restante. Pneus abaixo desse limite podem revelar-se pouco vantajosos em termos de custo-benefício, já que a sua durabilidade é reduzida.
O que deve verificar antes de comprar
Quem optar por pneus usados deve avaliar vários aspetos. A profundidade do piso é essencial: um pneu novo tem cerca de 8 mm, e a lei exige um mínimo de 1,6 mm. Aconselha-se, contudo, a escolher pneus com pelo menos 5 mm para garantir mais 10 mil quilómetros de utilização.
É também importante verificar o estado das paredes laterais, que não devem apresentar cortes, rachas ou sinais de desgaste irregular. Por dentro, é fundamental confirmar se não existem reparações disfarçadas, como remendos ou “tacos” de borracha.
Outro passo indispensável é ler o DOT, código gravado na lateral do pneu. Os quatro dígitos após a sigla indicam a semana e o ano de fabrico. Pneus com mais de seis anos devem ser evitados, mesmo que aparentem estar em bom estado.
Um risco calculado
No fim de contas, comprar pneus usados pode ser uma solução económica, mas acarreta riscos superiores aos pneus novos. A recomendação do Ekonomista é simples: procure fornecedores credenciados, peça sempre garantia (mínimo de 15 dias) e verifique cuidadosamente todos os sinais de desgaste.
A poupança pode ser real, mas quando se trata de segurança na estrada, cada decisão deve ser feita com cautela e informação.
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