O carregamento de veículos elétricos e híbridos plug-in em Portugal vai passar por uma transformação significativa. O Governo aprovou em Conselho de Ministros o novo regime da mobilidade elétrica, que pretende simplificar o acesso aos postos e tornar o processo de abastecimento de um veículo elétrico tão prático quanto o de um veículo a combustão.
De acordo com o Jornal de Negócios, uma das principais mudanças é o fim da obrigatoriedade de ter contrato com um comercializador de eletricidade para carregar as baterias. Agora, os condutores poderão abastecer diretamente nos postos e efetuar o pagamento no local. Os operadores de carregadores com potência superior a 50 kWh terão de aceitar pagamentos eletrónicos e exibir, de forma clara, o preço em euros por quilowatt-hora.
Transparência e facilidade no pagamento
O novo regime também uniformiza as unidades de contagem. Segundo a mesma fonte, os preços passarão a ser apresentados em euros por quilowatt-hora, o que permitirá aos utilizadores comparar os custos entre diferentes postos e operadores. Esta medida aproxima a experiência de carregamento da simplicidade das tradicionais bombas de combustível.
Para o ministro da Reforma do Estado, Gonçalo Matias, este passo está alinhado com os objetivos de simplificação administrativa. O governante explicou que, com este modelo, “para um condutor de veículo elétrico, passará a ser tão fácil carregá-lo como é ir a uma bomba de gasolina”, recordando declarações anteriores do ministro da Presidência, António Leitão Amaro, sobre o impacto desta mudança na aceleração da transição energética.
Expansão da rede e novas regras
O plano aprovado também prevê um alargamento da rede de carregamento. Acrescenta a publicação que a instalação de novos postos será mais simples, deixando de exigir licença e passando apenas a depender de uma comunicação prévia. Esta medida pretende reduzir os obstáculos burocráticos e aumentar a cobertura nacional, respondendo a uma das principais preocupações dos condutores: a disponibilidade de pontos de carregamento.
Outro ponto relevante é a reestruturação da gestão da mobilidade elétrica. Conforme a mesma fonte, a Mobi.e deixa de ter o papel de entidade gestora e desaparece a rede única nacional. Os novos postos já não terão de estar obrigatoriamente integrados na infraestrutura pública, o que abre espaço a maior diversidade de operadores e modelos de exploração.
Um impulso à mobilidade elétrica
Escreve o Jornal de Negócios que, com estas mudanças, o Governo espera acelerar a adoção de veículos elétricos e híbridos plug-in. A simplificação do carregamento, a transparência nos preços e o crescimento da rede pública são fatores apontados como decisivos para estimular a mobilidade sustentável em Portugal.
Ao tornar o carregamento de um carro elétrico mais prático, o Executivo acredita estar a remover barreiras que, até agora, limitavam a expansão do setor. Para os utilizadores, significa que carregar um carro elétrico poderá, finalmente, ser tão intuitivo como encher um depósito de combustível.
Leia também: Transporta isto no carro? Prepare-se para multas até 2.500€ e outras consequências graves
















