Um objeto pequeno e aparentemente inofensivo, presente em muitos carros, pode transformar-se num problema sério. Em determinadas circunstâncias, pode levar a multas que podem chegar aos 1.250 euros ou até à reprovação na inspeção periódica obrigatória.
Estamos a falar dos adaptadores de isqueiro com múltiplas entradas USB ou fichas de 12V, usados para carregar telemóveis, câmaras de tablier, GPS e outros dispositivos.
Embora pareçam apenas uma forma prática de manter tudo carregado enquanto se conduz, a verdade é que existem regras e riscos associados que muitos condutores desconhecem.
O que diz a lei sobre este acessório
De acordo com o artigo 84.º do Código da Estrada, está proibida a utilização ou o manuseamento de aparelhos suscetíveis de prejudicar a condução, incluindo dispositivos eletrónicos com ecrãs ou luzes intensas, o que pode abranger certos modelos destes adaptadores.
A coima, nestes casos, pode atingir os 1.250 euros, segundo o portal Auto SAPO, que recorda que estas infrações estão listadas nas normas gerais de segurança rodoviária.
Porque pode chumbar na inspeção periódica obrigatória
O problema não se fica pelas multas. Quando estes adaptadores são ligados de forma fixa ou implicam alterações na cablagem original do veículo: por exemplo, para alimentar sistemas de iluminação LED ou prolongadores podem ser detetados como “deficiências graves” durante a inspeção técnica. Segundo informação disponível no site da Standvirtual, estas alterações não homologadas podem resultar na reprovação imediata na IPO.
Certificação obrigatória e riscos ocultos
Há ainda a questão da certificação. Estes dispositivos devem cumprir não apenas a marcação CE, obrigatória na União Europeia, mas também a regulamentação internacional UNECE R10, que garante a compatibilidade eletromagnética e é identificada pela “Marca E”.
Tal como explica o portal Imposto sobre Veículos, a utilização de acessórios não conformes pode levar à apreensão do equipamento durante fiscalizações.
Como evitar problemas (e despesas desnecessárias)
Para evitar problemas, a recomendação é simples: optar por modelos certificados CE e E-mark, preferir marcas reconhecidas, evitar versões com ecrãs ou luzes que possam distrair, retirar o adaptador quando o carro estiver parado e nunca alterar a instalação elétrica original.
Importa ainda lembrar que, mesmo sem carregar nenhum aparelho, muitos destes adaptadores continuam a consumir energia em modo de espera, podendo descarregar a bateria se o carro ficar vários dias estacionado.
No fundo, um acessório barato e prático pode sair caro se usado de forma descuidada. Basta atenção e prevenção para evitar multas pesadas, falhas na inspeção e riscos para a segurança.
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