Os roubos de carros continuam a ser uma realidade em Portugal e, apesar de algumas oscilações anuais, o fenómeno mantém números que preocupam autoridades e seguradoras. Em média, são furtados cerca de 20 veículos por dia no país, um cenário que exige atenção tanto na prevenção como no momento em que o crime acontece. De acordo com o Notícias ao Minuto, estes furtos abrangem automóveis de todos os tipos e valores, sendo utilizados com frequência para outros crimes, desmantelamento ou venda ilegal de peças.
Dados avançados recentemente pelo Jornal de Notícias mostram que, entre 2020 e setembro deste ano, foram registados em média 21 roubos diários de viaturas ou motociclos. Segundo a mesma fonte, os casos de carros de aluguer desviados para outros países também têm surgido com maior frequência, recorrendo a documentação falsificada.
Já nos Estados Unidos, a Administração Nacional de Segurança do Tráfego Rodoviário indica que ocorre um roubo a cada 37 segundos, o que ajuda a contextualizar o fenómeno à escala global.
O que fazer se o seu carro for roubado
A primeira reação deve ser sempre a denúncia rápida. Explica o site que, apesar da possibilidade de recorrer ao portal da Queixa Eletrónica, as autoridades recomendam que, tratando-se de um bem de valor elevado como um automóvel, o proprietário se desloque pessoalmente a uma esquadra ou posto policial. A comunicação inicial pode ser feita através do 112, mas o registo formal deve ser presencial sempre que possível.
Na participação, é essencial fornecer a descrição do veículo e todos os elementos que possam ajudar na investigação. De acordo com a publicação, deve igualmente referir objetos de valor que se encontrassem no interior da viatura, já que essa informação será relevante para a avaliação de danos e para a eventual cobertura da seguradora.
A seguradora deve ser informada logo após a denúncia. Segundo o Notícias ao Minuto, nem todas as apólices cobrem roubo, mas a comunicação é indispensável para acionar os procedimentos internos e avaliar os prejuízos. Também é recomendado alertar amigos, familiares e redes de contactos, incluindo redes sociais, já que a divulgação pública pode acelerar a recuperação do veículo.
Como reduzir o risco de ser vítima
Existem medidas preventivas simples que podem diminuir significativamente a probabilidade de um roubo. O Automóvel Club de Portugal refere que o local onde estaciona é crucial: estacionar em linha, em vez de perpendicular, expõe mais o assaltante e atua como dissuasor. Deve escolher locais iluminados, movimentados ou parques fechados sempre que possível.
Outra recomendação essencial é nunca deixar o carro com motor ligado ou com as chaves no interior, mesmo por breves instantes. Segundo a mesma fonte, as portas devem ser sempre trancadas e as janelas verificadas manualmente. Em circulação noturna, especialmente em zonas com semáforos, é aconselhável manter as portas trancadas.
Modelos com sistema keyless trazem novos riscos. De acordo com a polícia britânica, assaltantes podem captar o sinal da chave a curta distância, motivo pelo qual é recomendável guardar o dispositivo longe do carro, desligar sinais wireless ou reprogramar chaves compradas em segunda mão.
Além disso, há dispositivos como imobilizadores de volante ou sistemas que bloqueiam a ignição ou a bomba de combustível. Explica o site que estes mecanismos continuam a ser eficazes para desencorajar tentativas de roubo. A instalação de um localizador GPS também pode facilitar a recuperação do veículo caso o furto ocorra.
Uma realidade que exige vigilância constante
Os dados mostram que o roubo de carros não é apenas um crime patrimonial, mas um fenómeno associado a redes de criminalidade organizada.
Segundo o Notícias ao Minuto, estar informado e adotar medidas preventivas continua a ser a melhor forma de proteger o seu veículo e reduzir riscos numa realidade que dificilmente desaparecerá nos próximos anos.
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