Ser surpreendido por um incêndio enquanto conduz numa autoestrada é uma situação que ninguém espera, mas que pode acontecer. Nesses momentos, saber como agir pode fazer toda a diferença para garantir a sua segurança e a dos outros na estrada. Para isso, foi criado um conjunto de recomendações específicas para ajudar os condutores a lidar com estas emergências.
Um plano pensado para proteger quem circula perto do fogo
De acordo com a Brisa, empresa responsável pela gestão da maioria das autoestradas em Portugal, existe um plano especial chamado PARGIR, que significa Plano de Ação e Resposta aos Grandes Incêndios Florestais.
Este plano foi desenvolvido em conjunto com várias entidades, como a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, a GNR e o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, entre outras.
O objetivo é simples. O PARGIR ajuda quem circula em zonas onde o risco de incêndio é elevado a saber como agir, protegendo-se e facilitando o trabalho dos bombeiros.
O que fazer quando o fogo e o fumo se aproximam
Se estiver a conduzir e começar a sentir o calor do fogo ou a ver o fumo perto, deve procurar parar o carro num local seguro e ficar dentro do veículo. É importante não desligar o motor, manter as luzes ligadas e ligar a buzina para alertar quem está à sua volta.
Neste momento, deve fechar as janelas e colocar o ar condicionado em modo de recirculação para impedir que o fumo entre. A circulação, se possível, deve ser feita com muita cautela e a baixa velocidade.
As luzes, incluindo os piscas, têm de estar ligadas e deve manter sempre uma distância segura do carro da frente. Nunca deve inverter o sentido de marcha. Quando for obrigado a parar, faça-o na berma direita, preferencialmente sob uma ponte ou num viaduto, sempre com o motor ligado e dentro do carro.
Só quando o fogo passar, e se não houver chamas perto, deve sair do veículo. Proteja as vias respiratórias com um pano molhado, se possível, para evitar inalar fumo.
Áreas mais vulneráveis e as ferramentas para se manter informado
Este plano de ação está focado especialmente em três zonas de maior risco de incêndio em autoestradas. São elas: o troço da A1 entre Pombal e Leiria, a A3 entre Ponte de Lima e Sapardos e a A4 entre o Nó A4/A41 e Baltar.
Para se manter informado em tempo real, a Brisa recomenda que os condutores instalem a aplicação SOS Autoestradas, que envia alertas rápidos e acompanha o desenvolvimento dos incêndios. Também aconselha ouvir a rádio e usar aplicações de navegação como o Waze para receber avisos atualizados.
Situação de alerta prolongada até 13 de agosto
O país está em situação de alerta até ao dia 13 de agosto devido às altas temperaturas e ao aumento do risco de incêndios rurais. Durante este período, está proibido o acesso e permanência em áreas florestais, assim como a realização de queimadas e queimas.
Também foram suspensas autorizações para trabalhos com maquinaria agrícola e para o uso de fogo-de-artifício e artefactos pirotécnicos. Em situações mais complicadas, é fundamental ligar para o 112 ou para a linha da Brisa, disponível no 210 730 300.
Tal como foi divulgado pela Brisa, estas recomendações e medidas foram pensadas para proteger quem está na estrada e facilitar o trabalho das equipas de socorro, sempre com o intuito de minimizar os riscos numa altura em que o país enfrenta uma das épocas mais críticas no combate ao fogo.
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