Rodar a chave ou carregar no botão e não ouvir nada. É uma dos problemas mais frequentes nas oficinas portuguesas, sobretudo quando os dias arrefecem ou após longos períodos sem conduzir. O responsável? Em grande parte dos casos, a bateria. Essencial ao funcionamento de qualquer carro a combustão, continua a ser um dos componentes mais esquecidos na manutenção.
Milhares de condutores são surpreendidos todos os anos quando o carro simplesmente não pega. Muitas vezes, o problema está na bateria, uma peça essencial que tende a falhar sem aviso. De acordo com o 20 Minutos, jornal espanhol especializado em informação generalista, a vida útil da bateria depende de vários factores e não há um prazo de validade exato.
Ainda assim, estima-se que as versões convencionais durem entre dois e cinco anos, enquanto que em modelos mais recentes há baterias que podem atingir os oito anos de serviço.
Cuidados que fazem a diferença
Há formas simples de prolongar a durabilidade deste componente. Uma delas passa pela utilização de carregadores específicos, que mantêm a carga da bateria estável, especialmente em carros que passam muito tempo parados. Também é recomendável evitar percursos demasiado curtos, manter os terminais limpos e garantir que nenhum equipamento elétrico fica ligado com o motor desligado.
Estes cuidados são fundamentais para evitar um problema inesperado, principalmente em períodos de maior exigência para o sistema elétrico, como no Inverno.
Baterias convencionais ou Start-Stop
O preço de uma nova bateria pode variar de forma significativa. As convencionais, utilizadas em veículos sem grandes exigências tecnológicas, custam em média cerca de 60 euros. Já os modelos com sistema Start-Stop, mais comuns nos automóveis modernos, requerem baterias específicas, mais resistentes e tecnológicas.
Nestes casos, o valor pode ultrapassar os 120 euros. Isto porque os sistemas Start-Stop exigem um número muito superior de ciclos de arranque e paragem do motor. As baterias indicadas para este tipo de utilização, como as AGM (Absorbent Glass Mat) ou EFB (Enhanced Flooded Battery), são desenhadas para suportar até 100 mil ciclos de carga e descarga. Em contraste, as convencionais aguentam cerca de 30 mil.
Desgaste silencioso, impacto imediato
Apesar de não ter peças móveis, a bateria degrada-se com o tempo e o uso. Segundo a mesma fonte, a inatividade é um dos principais factores de deterioração. Carros que ficam muito tempo sem circular tendem a sofrer descargas lentas, que comprometem a capacidade da bateria a longo prazo.
Tal como refere o 20 Minutos prevenção continua a ser a melhor solução. Manter o carro em uso regular, garantir que todos os equipamentos estão desligados antes de sair e não ignorar sinais como dificuldades no arranque são gestos simples que podem evitar este problema.
A bateria não é apenas um elemento técnico no compartimento do motor. É o ponto de partida de tudo. E esquecê-la pode criar um problmea que sai caro.
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