É um daqueles pormenores que poucos condutores verificam com atenção, mas que pode trazer consequências sérias. Os pneus estão entre os componentes mais críticos da segurança rodoviária, e ignorar o seu estado pode resultar numa multa e na perda de pontos na carta. Conheça o truque da moeda que o pode ‘salvar’ de uma situação incómoda na estrada.
Com a chegada do verão e o aumento das viagens, torna-se ainda mais importante fazer esta verificação simples antes de pegar no volante. Um pneu careca pode ser identificado com um truque que requer apenas uma moeda de um euro.
O que define um pneu careca?
Segundo o Regulamento de Fiscalização Técnica e o Regulamento ECE-ONU n.º 30, um pneu é considerado careca quando o sulco apresenta uma profundidade igual ou inferior a 1,6 milímetros. Trata-se do limite legal mínimo em Portugal para a utilização segura em estrada.
De acordo com o artigo 114.º do Código da Estrada, os veículos devem circular em condições de segurança, o que inclui o estado dos pneus. O não cumprimento desta norma é considerado infração grave.
A lei e as consequências para a carteira
Conduzir com pneus carecas constitui uma contraordenação grave, punível com uma coima entre 120 e 600 euros, nos termos do artigo 145.º, n.º 1, alínea m). Além disso, implica a perda de dois pontos na carta de condução, conforme o artigo 148.º do mesmo código.
Apesar de não existir uma coima “por pneu”, a autoridade pode considerar o grau de risco envolvido (se mais do que um pneu estiver em mau estado) e registar agravantes dentro da moldura legal prevista.
O teste da moeda
O especialista automóvel Alex Amilibia mostrou nas redes sociais uma forma prática de medir a profundidade do pneu: usar a área dourada da moeda de um euro. Como esta tem 2,5 mm, é possível perceber se o desgaste ultrapassa o permitido.
“É tão simples como colocar a moeda no sulco do pneu e ver se a parte dourada fica visível. Se sim, está na altura de substituir o pneu”, explicou o especialista, segundo o jornal El Español.
Outras pistas que indicam problemas
O estado dos sulcos deve ser uniforme. Se houver mais desgaste na zona central, a pressão dos pneus poderá estar demasiado alta. Se o desgaste for mais acentuado nas laterais, o problema poderá ser precisamente o oposto.
O desgaste irregular não só compromete a segurança, como pode levar à reprovação na inspeção periódica obrigatória ou à apreensão do livrete se o veículo representar um perigo grave para a circulação.
Cuidados a ter antes de grandes viagens
Antes de viagens longas, é aconselhável confirmar a pressão indicada pelo fabricante, disponível no manual do carro. Pneus com pressão inferior aumentam o consumo de combustível e o risco de rebentamento. Já a pressão excessiva provoca desgaste prematuro e perda de aderência.
A travagem também fica comprometida em ambas as situações, exigindo distâncias maiores para parar o veículo.
E se for preciso trocar?
Se trocar um pneu, deve fazê-lo também com o pneu do mesmo eixo. Caso contrário, o desequilíbrio pode afetar a estabilidade do veículo, sobretudo em curva ou em piso molhado.
Além disso, importa também verificar o estado da suspensão. Os amortecedores devem ser avaliados a cada 20 mil quilómetros, pois o seu desgaste pode influenciar a forma como os pneus tocam no solo.
O essencial a reter
A manutenção preventiva é a melhor forma de garantir segurança e evitar multas avultadas. E, no caso dos pneus, pode começar com algo tão simples como uma moeda.
Leia também: Vai pagar com Multibanco? Faça isto antes de inserir ou encostar o cartão ao terminal para não perder dinheiro
















