As unidades de patrulhamento enfrentam diariamente condutores que desrespeitam as leis, mas uma recente operação superou qualquer guião de ficção. Um controlo de rotina detetou uma viatura a deslocar-se a uma velocidade alucinante e obrigou os agentes a iniciar uma perseguição de alto risco na via pública.
A resposta a este mistério rodoviário surgiu de forma insólita e provou que a polícia apanha mulher de 92 anos a 228 quilómetros por hora. Os contornos surreais deste acontecimento são relatados pelo jornal El País, uma das publicações diárias mais conceituadas e lidas em território espanhol.
O incidente decorreu numa via rápida situada na zona oeste de França onde o limite máximo legal se encontra fixado nos 100 quilómetros por hora. O radar ativado pelas autoridades locais disparou perante esta infração extrema e mobilizou de imediato uma equipa de interceção rápida.
A intervenção tática no asfalto
Os guardas gauleses tiveram de recorrer a um veículo de desempenho superior para conseguir acompanhar o ritmo frenético do alvo em fuga. Indica a mesma fonte que a perseguição prolongou-se durante vários quilómetros sem que existissem manobras perigosas ou qualquer tentativa de escapar ao controlo.
O automóvel infrator acabou por abrandar de forma totalmente voluntária e encostou numa área de repouso devidamente sinalizada na berma da estrada. A equipa de operacionais aproximou-se da porta com a clara expectativa de encontrar um automobilista jovem e habituado a dominar motores potentes.
Um puro sangue alemão na rua
A máquina intercetada nesta operação não era um simples utilitário de passeio mas sim uma das versões mais radicais da marca alemã Porsche. O modelo escondia um potente motor com 510 cavalos de força que consegue ultrapassar facilmente a barreira dos 300 quilómetros por hora.
Explica a referida fonte que este veículo apresenta uma capacidade de aceleração e um comportamento desenhados essencialmente para o rigor dos circuitos fechados. O carro encontra-se homologado para circular na via pública mas a sua conceção mecânica afasta o condutor de uma utilização diária convencional.
O cenário irreal na abordagem
O momento de identificação do piloto quebrou todos os preconceitos que as patrulhas tinham formulado durante os longos minutos de condução intensa. A pessoa sentada ao volante apresentava um aspeto físico bastante frágil que contrastava ferozmente com a agressividade das linhas da viatura.
A cidadã sénior encontrava-se num estado de lucidez absoluto e percebeu perfeitamente o motivo da ordem de paragem naquele local seguro – “gosto de conduzir rápido”, disse, segundo a mesma fonte. Os elementos presentes na cena verificaram a documentação pessoal várias vezes seguidas para garantir que não existia qualquer anomalia no sistema informático.
As consequências legais da aventura
Circular a velocidades tão extremas transforma qualquer automóvel numa autêntica ameaça móvel que os restantes utilizadores da estrada não conseguem antecipar a tempo. A enorme paixão pela adrenalina e o gosto por viagens céleres justificaram uma falha que colocou a segurança coletiva num risco inaceitável.
Explica ainda o El País que o cenário reuniu todos os ingredientes de uma contraordenação muito grave que resultará em pesadas sanções legais para a visada. Esta ação singular ficará registada para sempre no histórico destes profissionais de segurança como uma das situações mais inesquecíveis das suas carreiras.
















