O que faria se um carro estacionasse todos os dias em frente à sua casa, bloqueando a saída? Uma mulher decidiu não deixar passar despercebido um carro mal estacionado e a forma como se vingou está a gerar debate: exagero ou justiça feita por conta própria?
Este episódio aconteceu no México e rapidamente ganhou destaque nas redes sociais. Um condutor estacionou o carro num local proibido, mesmo à frente da garagem de uma casa, impedindo a moradora de sair. Cansada da situação, a mulher decidiu agir à sua maneira, segundo o portal especializado em automóveis El Motor.
Imprimiu vários cartazes com uma mensagem clara: “Não estacionar na saída. Mais respeito.” Em seguida, colou-os com fita adesiva em várias partes do automóvel. As imagens da “repreensão pública” espalharam-se pelas redes sociais, com opiniões divididas entre quem aplaudiu a atitude e quem considerou o gesto excessivo.
No México, estacionar em frente a uma garagem é considerado uma infração administrativa. As multas por este tipo de estacionamento indevido podem variar entre 80 e 200 euros, com possibilidade de redução de 50% se o pagamento for feito dentro do prazo voluntário.

E em Portugal, o que acontece neste caso?
Por cá, estacionar em frente a uma garagem ou a bloquear uma saída é igualmente uma infração prevista no Código da Estrada. Segundo o artigo 49.º, é proibido estacionar total ou parcialmente em locais que impeçam o acesso a propriedades, garagens ou portões, mesmo que não exista sinalização de proibição.
A multa por este tipo de infração é considerada grave, variando entre 60 e 300 euros, e pode ainda implicar reboque imediato do veículo, caso este impeça o acesso a habitações, garagens ou serviços de emergência.
Além disso, qualquer cidadão pode denunciar um carro mal estacionado, recolhendo fotografias como prova e comunicando o caso à Polícia Municipal ou à PSP. O contacto pode ser feito presencialmente, por telefone (através do número local da autoridade), ou, em alguns municípios, online através do portal da autarquia.
Justiça pelas próprias mãos: uma boa ideia?
No entanto, tomar a justiça pelas próprias mãos não é recomendável. Colar cartazes, riscar carros ou danificar veículos pode ser interpretado como dano ou ofensa à propriedade alheia, e resultar num processo judicial.
A forma correta de agir é denunciar a infração às autoridades competentes, que têm legitimidade para emitir a multa e ordenar a remoção do veículo, conforme refere o El Motor.
Em resumo, o caso da mulher mexicana tornou-se viral, mas em Portugal uma atitude semelhante poderia sair cara. A melhor forma de resolver a situação continua a ser pela via legal, mesmo que a paciência seja testada ao limite.
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