O conselho foi divulgado no Reino Unido e dirige-se sobretudo a condutores que querem poupar alguns cêntimos por litro ao abastecer combustível e minutos na deslocação e surge numa altura em que os combustíveis voltaram a registar oscilações nos mercados, fator que pode causar incerteza nos orçamentos familiares.
A recomendação foi divulgada pelo jornal britânico Daily Express, que cita Gordon Wallis, representante da Your NRG, uma distribuidora de combustíveis no Reino Unido, numa lista de sugestões para quem conduz veículos a gasolina ou gasóleo durante os meses de verão.
Quanto ao momento considerado mais favorável, segundo a mesma fonte, a recomendação é abastecer em horas de menor movimento. Nas palavras do especialista: “É uma boa ideia encher o depósito ao final da noite ou de madrugada, porque há menos pessoas a comprar combustível. Os condutores devem tentar evitar abastecer a meio do dia ou depois das 17h, quando a maior parte das pessoas termina o trabalho, pois as filas podem formar-se rapidamente.”
Que horas evitar e por que razões
O horário mais problemático é o pós-laboral, a partir das 17h, e o período imediatamente após o meio-dia. Em ambos os casos, os postos tendem a estar mais cheios e a probabilidade de perder tempo em fila aumenta.
Conforme a mesma fonte, o especialista acrescenta que o argumento clássico de abastecer quando está mais fresco, por alegada maior densidade do combustível, tem efeito limitado. A explicação foi a seguinte: “É um equívoco comum pensar que abastecer o carro tarde da noite, quando as temperaturas estão mais baixas, pode poupar dinheiro porque o combustível é mais denso.”
‘Grão a grão’
Wallis sublinha que a variação de volume com a temperatura existe, mas é pequena, acrescentando que “embora pequenas variações no volume do combustível devido à temperatura possam afetar a eficiência, a diferença é geralmente muito pequena e só poupa cêntimos, se tanto, embora ao longo do tempo possa somar-se para condutores cuidadosos.”
Em termos práticos, a poupança imediata será marginal. A vantagem surge sobretudo quando se evita a hora de ponta, reduzindo filas e, em alguns casos, beneficiando de preços mais baixos em períodos de menor procura.
Outras vozes alinham no conselho
Em Portugal, os preços são definidos por cada posto e podem ser atualizados várias vezes durante a semana, acompanhando as cotações internacionais e a fiscalidade em vigor. A existência de filas no final do dia é, no entanto, um fenómeno transversal.
Para condutores que fazem muitos quilómetros, conforme a fonte acima citada, pequenas diferenças por litro podem somar montantes relevantes no fim do mês, pelo que a gestão da hora de abastecimento pode ter impacto.
Contexto recente de preços
Em agosto, os preços dos combustíveis em Portugal mostram ligeiro alívio face a semanas anteriores: para 11 a 17 de agosto, a Entidade Reguladora de Serviços Energéticos calcula um preço médio (com impostos) de 1,735 €/l para gasolina 95 e 1,631 €/l para gasóleo, após variações semanais de -0,9% e -2,0%, respetivamente.
Estes números ajudam a enquadrar a preocupação com a poupança no abastecimento, ainda que as oscilações e valores absolutos variem de país para país.
Para o leitor, o essencial é ponderar conveniência, tempo disponível e preço praticado no posto habitual. De acordo com o Daily Express, evitar as horas de ponta pode não transformar a fatura, mas reduz filas e, em certos casos, oferece um preço ligeiramente mais baixo.
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