O alerta foi despoletado por um acidente fatal em Reims, que reacendeu uma polémica antiga sobre airbags defeituosos. Nesse acidente, uma mulher de 37 anos perdeu a vida ao ser atingida por fragmentos metálicos projetados pelo airbag do seu Citroën C3, na sequência de uma colisão ligeira.
Segundo o Koha, os veículos em causa não devem continuar em circulação até que o equipamento seja substituído. A origem do problema remonta à já longa e controversa história da Takata, fabricante japonesa de sistemas de retenção automóvel, cuja tecnologia está no centro de um dos maiores escândalos da indústria automóvel.
Airbags com falhas de fabrico
A falha está nos insufladores instalados em determinados modelos de airbags Takata. Quando ativados, em vez de protegerem os ocupantes, podem explodir de forma descontrolada e libertar estilhaços metálicos com força suficiente para causar ferimentos graves ou fatais. Segundo a agência France-Presse, que cita fontes oficiais, este tipo de airbags foi instalado em veículos de praticamente todos os grandes construtores automóveis a nível mundial.
Estima-se que 35 pessoas tenham morrido até agora em vários países devido a este defeito. A nível global, a crise forçou já o maior processo de recolha da história do setor: cerca de 100 milhões de automóveis foram chamados à oficina em dezenas de jurisdições. França junta-se agora à lista de países que avançaram com medidas drásticas.
Segundo o Ministério dos Transportes francês, a recolha agora ordenada abrange modelos das marcas Peugeot, Citroën, Renault, entre outras. A lista completa deverá ser publicada nos próximos dias, acompanhada de instruções específicas para os proprietários afetados.
Um escândalo que não desaparece
A polémica em torno da Takata começou no início dos anos 2000, mas ganhou verdadeira dimensão global uma década depois, à medida que se foram acumulando relatos de acidentes e mortes. Em 2017, a empresa declarou falência. No entanto, os efeitos da sua passagem pelo setor automóvel continuam bem presentes e, como se comprova, ainda longe de resolvidos.
Em França, as autoridades pedem agora aos condutores que estejam atentos e que não ignorem os avisos enviados pelos fabricantes. “É uma questão de segurança pública”, lê-se no comunicado oficial.
A medida agora tomada representa, de acordo com o Koha, uma das ações mais abrangentes alguma vez aplicadas em solo europeu no setor automóvel por razões de segurança.
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