Com a chegada de uma nova vaga de calor a Portugal, manter o interior do automóvel a uma temperatura confortável pode transformar-se num desafio para milhares de condutores. O recurso ao ar condicionado surge como solução imediata, mas nem sempre é utilizado da forma mais eficiente. Há, no entanto, algumas medidas simples que permitem reduzir o impacto no consumo de combustível ou energia sem sacrificar o conforto durante a viagem.
De acordo com o Notícias ao Minuto, os sistemas de climatização podem influenciar o consumo energético dos veículos, sobretudo quando sujeitos a utilizações mais intensas. Nos automóveis elétricos, uma refrigeração muito exigente pode traduzir-se numa redução da autonomia disponível, enquanto nos modelos equipados com motores de combustão o efeito faz-se sentir através de um aumento do consumo de combustível.
Como reduzir o esforço do sistema de climatização
Apesar desse impacto, as temperaturas elevadas não significam necessariamente um agravamento expressivo dos consumos. Quando o tempo aquece, a resistência mecânica dos componentes tende a diminuir, o que ajuda a compensar parte da energia utilizada para arrefecer o habitáculo.
Uma das recomendações mais eficazes passa por evitar que o interior do veículo acumule calor em excesso antes da viagem começar. Sempre que possível, deve optar-se por lugares de estacionamento com sombra. As palas refletoras colocadas no para-brisas também podem ajudar a reduzir a incidência direta da radiação solar e a impedir que os materiais interiores atinjam temperaturas extremas.
Outro hábito frequentemente ignorado consiste em ventilar o veículo durante alguns segundos antes de iniciar a marcha. Abrir as portas ou os vidros por um breve período permite expulsar grande parte do ar quente acumulado no interior, reduzindo o esforço necessário para o sistema de ar condicionado atingir uma temperatura confortável.
Nem sempre vale a pena abrir os vidros
A utilização dos vidros abertos continua a ser uma solução popular nos dias mais quentes, mas a sua eficácia depende da velocidade a que o veículo circula. Em trajetos urbanos ou a velocidades reduzidas, essa prática pode ajudar a renovar o ar sem recorrer imediatamente ao ar condicionado.
Já em circulação mais rápida, a situação altera-se. O aumento da resistência aerodinâmica provocado pelos vidros abertos pode ter um impacto superior ao consumo associado ao funcionamento da climatização. Nesses cenários, o recurso ao ar condicionado tende a revelar-se a opção mais eficiente.
Independentemente do tipo de veículo, a temperatura escolhida para o habitáculo deve ser apenas a necessária para garantir conforto. Definir valores excessivamente baixos obriga o sistema a trabalhar mais e aumenta o consumo sem proporcionar benefícios significativos para os ocupantes.
Também não é aconselhável deixar o automóvel parado com o motor ligado apenas para arrefecer o interior. Além do desperdício energético, os sistemas de climatização apresentam geralmente um desempenho mais eficaz quando o veículo já se encontra em movimento.
A vantagem que muitos elétricos e híbridos já oferecem
Nos modelos elétricos e híbridos plug-in mais recentes existe ainda uma funcionalidade que pode fazer a diferença durante os meses mais quentes. A pré-climatização permite ajustar previamente a temperatura do habitáculo enquanto o veículo permanece ligado ao carregamento.
Segundo a mesma fonte, esta solução possibilita entrar num automóvel já arrefecido sem recorrer à energia armazenada na bateria durante os primeiros quilómetros da viagem, ajudando assim a preservar a autonomia disponível. Para quem enfrenta dias consecutivos de temperaturas próximas dos 40 graus, pequenos gestos como estes podem representar uma diferença significativa no conforto e na eficiência ao volante.
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