A chuva está de regresso a Portugal depois de várias semanas de tempo seco e, embora seja uma boa notícia para quem já sentia falta do outono, representa também um risco acrescido para quem está ao volante. As primeiras chuvas após o verão tornam o piso das estradas mais escorregadio e reduzem significativamente a aderência dos veículos.
De acordo com o site Notícias ao Minuto, o asfalto acumula durante meses restos de borracha, óleos e detritos. Quando a água se mistura com estes resíduos, forma-se uma película que pode transformar o piso numa autêntica armadilha. O fenómeno é visível através do efeito arco-íris que, por vezes, surge no asfalto molhado.
Risco de aquaplaning
Para além da escorregadela inicial, há outro perigo a ter em conta: a formação de lençóis de água. Mesmo a baixas velocidades, sobretudo em meio urbano, pode ocorrer aquaplaning, situação em que os pneus perdem contacto com a estrada. Nesses casos, basta um segundo de distração para perder o controlo do veículo.
O estado do carro é decisivo
Com a chegada da chuva, torna-se essencial verificar alguns componentes do automóvel. Os pneus devem ter rasto suficiente para garantir a dispersão da água. Já as escovas do limpa para-brisas, frequentemente danificadas pelo calor do verão, precisam de estar em boas condições para assegurar visibilidade.
Também as luzes devem estar a funcionar corretamente, de modo a que veja e seja visto, enquanto o sistema de ventilação e ar condicionado deve estar operacional para evitar vidros embaciados.
Cuidado com a velocidade
O Código da Estrada é explícito quanto à obrigação de ajustar a condução em condições adversas. O artigo 24.º determina que o condutor deve moderar a velocidade sempre que circule em vias molhadas, enlameadas ou com deficiente aderência, de forma a evitar riscos para a segurança rodoviária.
O incumprimento desta norma configura contraordenação grave, sancionada com coima entre 120 e 600 euros, podendo ainda implicar sanções acessórias, como a inibição temporária de conduzir. Acresce que o artigo 25.º do mesmo diploma impõe ao condutor o dever de adaptar a velocidade às características da via, do veículo e às condições meteorológicas, garantindo que consegue imobilizar o automóvel no espaço livre e visível à sua frente.
Técnicas de condução seguras
Com piso molhado, há práticas que podem fazer a diferença. Segundo a mesma fonte, é recomendável desligar o cruise control para não comprometer o controlo do carro, manter maior distância de segurança e evitar travagens bruscas. Travar de forma repentina pode levar à derrapagem, assim como acelerações súbitas ou mudanças bruscas de direção.
Como reagir a uma derrapagem
Se sentir o carro a deslizar, o mais importante é não travar a fundo. Deve retirar os pés dos pedais, aliviar a direção e deixar que o veículo recupere tração. Só depois deve aplicar uma travagem suave e retomar o controlo. Segundo o Notícias ao Minuto, estas pequenas medidas podem evitar acidentes em dias de chuva.
A adaptação à nova realidade da estrada é, por isso, indispensável. Mais do que nunca, conduzir com prudência e atenção pode ser o fator decisivo entre uma viagem segura e um imprevisto.
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