A Tavira-Crédito Agrícola parte para a 87.ª Volta a Portugal em bicicleta, que decorre entre 5 e 16 de agosto, com o objetivo de colocar um corredor entre os cinco primeiros da classificação geral individual ou, pelo menos, assegurar uma presença no “top 10”, surgindo Afonso Silva como o principal candidato da formação algarvia.
Depois de ter alcançado o quarto lugar na edição de 2025, através do colombiano Jesús David Peña, agora ao serviço da Efapel, a equipa de Tavira aposta no atual vice-campeão nacional de estrada. O diretor desportivo, Vidal Fitas, considera que Afonso Silva é o ciclista com “mais potencialidade para a classificação geral”, embora Diogo Barbosa também possa integrar “no grupo restrito de atletas que pode lutar por uma das posições cimeiras”.
“É nosso objetivo lutar por um lugar no ‘top 10’, eventualmente no ‘top 5’. Mais do que isso, não quer dizer que seja impossível, mas estamos a falar de ciclistas que ainda não terminaram nenhuma Volta a Portugal no ‘top 10’. Estar a querer dar dois passos de cada vez é prematuro. Para já, o ‘top 10’ ou o ‘top 5’ são objetivos realistas”, vinca o responsável, em declarações à Lusa.
Além da luta pela classificação geral, a formação algarvia pretende procurar triunfos em etapas durante os primeiros dias da competição, no sul do país, recorrendo a “ciclistas rápidos” como Miguel Salgueiro e Francisco Campos. Vidal Fitas aponta a Anicolor-Campicarn, vencedora das duas últimas edições com o russo Artem Nych, e a Efapel como as principais candidatas ao triunfo final.
Afonso Silva e Diogo Barbosa apontados à classificação geral
“Não sabendo quais são os ciclistas estrangeiros, essas duas, à partida, são aquelas em que recai o favoritismo: a Anicolor, porque teve o vencedor das duas últimas voltas, e a Efapel, que é aquela que tem o conjunto mais forte para este tipo de corrida”, projeta.
Embora os “pontos importantes” do percurso de 1.430 quilómetros, entre Lisboa e Porto, de 05 e 16 de agosto, sejam os mesmos de edições anteriores e se espere que a Volta se decida “nos últimos três dias”, o responsável pelo conjunto algarvio admite que a opção pelo contrarrelógio a meio da corrida e a dupla subida à Senhora da Graça, no penúltimo dia, podem mudar a prova.
Contrarrelógio e Senhora da Graça podem alterar corrida
“Depois do contrarrelógio, há muitas etapas que podem transformar a classificação geral. Há espaço suficiente para a corrida sofrer alterações. Até ao dia de descanso, a corrida é uma. Depois do dia de descanso, a corrida será outra, dependendo de quem tenha a camisola amarela e da capacidade da equipa que estiver de ‘amarelo’ controlar a corrida”, considera.
A propósito da mudança na organização da corrida, Vidal Fitas realça que a anterior responsável, a Podium Events, “sempre organizou boas corridas” e que a Volta a Portugal “nunca foi uma má corrida”, embora tenha perdido mediatismo nos últimos anos, algo que, a seu ver, é preciso recuperar.
Recuperar protagonismo e levar público à estrada
“Que a Volta precisava de fazer alguma coisa para ganhar novamente o protagonismo que se estava, pouco a pouco, a perder, é um facto. Isso só acontece se os intervenientes trouxerem público à estrada e audiências. Só isso é que faz com que a corrida cresça. Em termos organizativos, se conseguirem melhorar ótimo, mas a Volta sempre teve um bom nível de organização”, diz, a propósito da competição agora organizada pela empresa espanhola Emesportes.
Tavira-Crédito Agrícola: Afonso Silva (Por), Francisco Campos (Por), Diogo Barbosa (Por), Miguel Salgueiro (Por), Noah Campos (Por), Ailetz Lasa (Esp) e Guilherme Mestre (Por).
Diretor desportivo: Vidal Fitas.















