A Universidade do Algarve, através do seu Centro de Investigação Marinha e Ambiental (CIMA), vai instituir uma Cátedra Não Académica focada em Educação, Ciência, Investigação e Resiliência Climática, com o apoio da Câmara Municipal de Loulé. O protocolo de colaboração foi formalizado esta quinta-feira, numa iniciativa que pretende reforçar a sustentabilidade ambiental da região e promover políticas públicas sustentadas em conhecimento científico.
Designada “Chair in paleoenvironmental evolution and climate variability on coastal and shelf environments”, a nova estrutura tem como objetivo aprofundar a investigação aplicada sobre a plataforma continental, a variabilidade climática e o impacto das alterações climáticas, com destaque para temas como o carbono azul, captura de carbono e subida do nível do mar.

Segundo a Câmara Municipal de Loulé, esta Cátedra “permitirá obter informações relevantes ao desenvolvimento das suas políticas ambientais, urbanísticas e outras de interesse municipal e das suas populações”, sendo ainda prevista a realização de palestras, sessões de esclarecimento e debates abertos à população do concelho, de forma gratuita.
A Cátedra insere-se no âmbito do programa “FCT-Tenure”, instrumento da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) que visa apoiar a contratação de doutorados e a sua consolidação profissional, contribuindo para a transferência de conhecimento entre a Academia, a administração local e a sociedade civil.
O trabalho científico será orientado para o apoio à gestão sustentável dos ecossistemas marinhos e costeiros, bem como para a adaptação territorial às alterações climáticas. A Câmara de Loulé considera que os estudos desenvolvidos terão especial impacto “no que diz respeito ao desenvolvimento de estratégias de proteção e desenvolvimento urbanístico, particularmente quanto às zonas costeiras do concelho de Loulé e sua influência nos padrões climatéricos de toda a área deste território”.

Com envolvimento direto da Associação Geoparque Algarvensis, a iniciativa surge num momento estratégico para a candidatura do território a Geoparque Mundial da UNESCO. Para os promotores, esta cátedra poderá desempenhar um papel relevante na valorização do património natural costeiro e marinho, num reforço claro da resiliência climática do Algarve.
Além dos impactos científicos e ambientais, o Município destaca os benefícios em termos de literacia científica, capacitação técnica e apoio à formulação de políticas públicas sustentáveis que a cátedra poderá gerar a nível local e regional.
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