Publicado pela primeira vez em 1922, o livro A Felicidade de Todos os Seres na Sociedade Futura, de António Gonçalves Correia, volta a estar disponível através da Traça Edições, editora com sede no Algarve.
A obra apresenta uma reflexão sobre a possibilidade de construir uma sociedade assente na igualdade, na cooperação e na liberdade, partindo de uma crítica ao capitalismo, à propriedade privada e às desigualdades sociais.
Segundo a Traça Edições, o autor imagina “um futuro onde o trabalho, a educação, a cultura e os recursos são partilhados em benefício de todos os seres”.
Entre a formulação de uma utopia libertária e o apelo à transformação social, o livro recupera o pensamento de uma das figuras mais singulares do anarquismo português, cuja atualidade é destacada pela editora perante a fragmentação da sociedade contemporânea.
Uma das vozes mais originais do anarquismo português
Nascido em Castro Verde, em 1886, António Gonçalves Correia foi jornalista, escritor e ativista social, tendo desenvolvido uma intervenção pública marcada pela defesa do cooperativismo, do vegetarianismo, do pacifismo e da emancipação das mulheres.
A editora recorda que o autor foi também “uma das figuras mais originais do anarquismo português” e que a sua ação se inspirou nos ideais libertários e na procura de novas formas de organização comunitária.
Fundador de jornais e dinamizador de diferentes iniciativas sociais, António Gonçalves Correia ficou particularmente ligado à Comuna da Luz, experiência de vida coletiva criada no Alentejo durante a década de 1920.
Com 42 páginas, a nova edição inclui prefácio de João Louçã, capa de Cöbramor e revisão de Príncipe Anarquista.
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