O Partido Socialista propôs hoje a inclusão dos municípios de Monchique e Alcoutim no regime excecional e temporário de apoio à reabilitação e reconstrução dos concelhos afetados pela tempestade Kristin.
Os deputados socialistas eleitos pelo círculo de Faro defendem que os dois concelhos algarvios sofreram danos significativos com a passagem da depressão, considerando que esses prejuízos justificam a sua integração nas medidas de apoio em preparação.
Nesse sentido, o grupo parlamentar do PS entregou na Assembleia da República uma proposta a solicitar “a inclusão dos municípios algarvios de Alcoutim e Monchique na proposta de lei que estabelece um regime excecional e temporário para a reconstrução e reabilitação em infraestruturas em concelhos afetados pela tempestade”, que atingiu Portugal continental a partir de 28 de janeiro.
PS critica exclusão do Algarve
Luís Graça, deputado do PS eleito por Faro e vice-presidente do grupo parlamentar socialista, criticou a ausência de municípios do Algarve no regime excecional destinado a apoiar a reconstrução e reabilitação do património e das infraestruturas nas zonas afetadas.
Para o parlamentar, a exclusão de Alcoutim e Monchique “configura uma injustiça e um erro”, sublinhando que o regime em causa possibilita o acesso a “apoios diretos do Estado” e produz igualmente efeitos “em matéria da cobertura dos seguros”.
O grupo socialista defende que esse “erro” deve ser corrigido durante a discussão e votação, agendada para quarta-feira, da proposta de lei do Governo e da proposta de alteração territorial apresentada pelo PS.
Concelhos entre os mais afetados
Alcoutim e Monchique estiveram entre os concelhos algarvios mais afetados pela depressão Kristin, que atingiu o território continental a 28 de janeiro, seguindo-se depois as depressões Leonardo e Marta.
Em Alcoutim, no sotavento algarvio, a subida do caudal do rio Guadiana provocou inundações na zona ribeirinha da sede de concelho e nas localidades de Guerreiros do Rio e Laranjeiras. A praia fluvial ficou submersa e registaram-se danos em equipamentos, balneários e cais acostáveis, além de prejuízos em quiosques, apoios de pesca e bares.
Já em Monchique, no barlavento, dezenas de estradas nacionais e municipais ficaram danificadas devido a deslizamentos de terras, queda de árvores e colapso de estruturas. A Estrada Nacional 266, que liga Monchique a Portimão e a Odemira, registou múltiplas interdições e condicionamentos.
Impacto nacional das depressões
No total, dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das três depressões, que causaram ainda centenas de feridos e desalojados.
Entre as principais consequências materiais contam-se a destruição parcial ou total de habitações, empresas e equipamentos, a queda de árvores e estruturas, o encerramento de estradas, escolas e serviços de transporte, bem como cortes de energia, água e comunicações, além de inundações e cheias.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas pelo temporal.
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