O presidente distrital do CDS-PP Algarve, Rodrigo Borges de Freitas, fez um balanço dos dois anos de governação da Aliança Democrática (AD), defendendo que a ação política deve ir além dos anúncios e traduzir-se em decisões concretas.
“A política não se pode esgotar no anúncio, cumpre-se sim na decisão e execução”, afirmou o dirigente, sublinhando a necessidade de maior compromisso com a região.
Num discurso marcado pela exigência, considerou que o país entrou num “tempo de maturidade governativa”, com menor foco no ruído político e maior atenção à execução das medidas.
Avanços reconhecidos, mas com alertas
Rodrigo Borges de Freitas destacou algumas medidas implementadas pelo Governo, como a redução do IRS, o aumento de salários e pensões e a valorização de trabalhadores da Administração Pública.
Referiu ainda o lançamento de um programa de habitação pública, apontando estes indicadores como sinais positivos.
No entanto, alertou que “governar implica reconhecer falhas” e considerou que o Algarve continua a ser um exemplo de promessas por concretizar.
Saúde e mobilidade no centro das críticas
Na área da saúde, saudou o avanço do concurso para o Hospital Central do Algarve, considerando tratar-se de “uma inflexão histórica”.
Ainda assim, advertiu que “foi este Governo que decidiu, tem de ser este Governo a concretizar”, reforçando que a saúde deve manter-se como prioridade na região.
Já na mobilidade, foi particularmente crítico, classificando a situação como “estrutural e limitadora”, defendendo investimentos na ferrovia e na ligação ao aeroporto de Faro.
Água e infraestruturas exigem decisões
O líder regional do CDS-PP reconheceu progressos na requalificação da Via do Infante (A22) e no compromisso com a segurança hídrica.
Apesar de reservas quanto à localização da dessalinizadora, defendeu a necessidade de avançar com soluções.
“A água jamais poderá ser um problema para o Algarve, portanto cumpra-se e execute-se”, afirmou, acrescentando que “pior do que uma má decisão (…) é sempre uma não decisão”.
Qualidade territorial e desenvolvimento regional
Rodrigo Borges de Freitas alertou ainda para vários problemas estruturais na região, desde a degradação do espaço público à falta de investimento em setores como a agricultura e as pescas.
Sublinhou que “os grandes projetos nacionais não podem depender de ciclos políticos curtos”, defendendo uma visão estratégica para o território.
“Afinal, somos todos Algarve”, afirmou, apelando a uma abordagem integrada no desenvolvimento regional.
Apelo à responsabilidade política
Na parte final da intervenção, o dirigente destacou a importância da responsabilidade política e institucional.
“Não há futuro quando o presente é negligenciado”, afirmou, defendendo que a qualidade territorial é essencial para o investimento e a coesão social.
Recordando Francisco Lucas Pires, concluiu: “A liberdade só é verdadeira quando é vivida com responsabilidade”, defendendo que “é o momento de cumprir com o Algarve”.
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