O Partido Social Democrata (PSD) do Algarve defende o reforço urgente da intervenção policial nas principais zonas de produção de citrinos da região, na sequência de relatos de furtos de laranja alegadamente praticados por grupos organizados.
Segundo o partido, vários produtores têm denunciado a entrada de indivíduos em explorações agrícolas, sobretudo durante a noite, com meios preparados para colher e transportar grandes quantidades de fruta.
Em algumas situações, terão sido furtadas várias toneladas de laranja, havendo explorações onde as perdas poderão aproximar-se de 5% da produção total.
“Não estamos perante pequenos furtos ocasionais. Há indícios de organização, meios de transporte e circuitos de escoamento. Isto representa prejuízos sérios para quem trabalha, investe e cumpre as regras”, afirma o presidente do PSD Algarve, deputado Cristóvão Norte.
Partido quer mais patrulhamento junto das explorações
O PSD Algarve considera necessário reforçar o patrulhamento da Guarda Nacional Republicana nas imediações das explorações agrícolas, sobretudo durante os períodos de maior colheita.
O partido defende igualmente uma atuação coordenada destinada a identificar não apenas os autores dos furtos, mas também os circuitos utilizados para transportar e comercializar a fruta.
Segundo o PSD Algarve, a relevância desta situação já foi transmitida ao Governo, com o objetivo de promover uma resposta mais eficaz à criminalidade que afeta os produtores de citrinos.
A estrutura regional social-democrata reclama ainda uma fiscalização mais intensa da venda ambulante e informal, nomeadamente ao longo da Estrada Nacional 125, para confirmar a origem e a rastreabilidade dos produtos comercializados.
“É necessário atuar sobre quem furta, mas também sobre quem transporta, compra e vende fruta de origem ilícita. Sem escoamento, este tipo de criminalidade perde rentabilidade”, sublinha João Garcia, agricultor e Presidente do PSD Silves.
GNR, ASAE e Autoridade Tributária chamadas a cooperar
O PSD Algarve entende que a resposta deve assentar numa maior articulação entre a GNR, a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica, a Autoridade Tributária e Aduaneira e as organizações de produtores.
Na perspetiva do partido, esta cooperação deverá permitir reforçar a vigilância, controlar os canais de comercialização e dificultar a entrada no mercado de fruta sem origem comprovada.
“A laranja algarvia gera emprego, riqueza e identidade regional. O Estado tem de proteger os agricultores e o resultado do seu trabalho”, conclui Cristóvão Norte.
















