O Hospital do Barlavento Algarvio, em Portimão, atingiu esta segunda-feira, 22 de junho, a marca da 100.ª cirurgia robótica realizada desde a introdução desta tecnologia na unidade em 2025, num processo que posiciona o Algarve entre as regiões do país com maior aposta em cirurgia assistida por robot. A utilização destes sistemas começou a 28 de abril de 2025, tornando o hospital portimonense o primeiro da região a recorrer a este tipo de intervenção.
De acordo com a Unidade Local de Saúde do Algarve, tanto as unidades de Faro como de Portimão têm vindo a acompanhar a evolução das técnicas cirúrgicas mais avançadas, integrando tecnologia robótica como parte de uma estratégia de modernização clínica. A mesma fonte sublinha que esta aposta procura reforçar uma abordagem “cada vez mais precisa e menos invasiva”, com impacto direto na qualidade dos cuidados prestados aos doentes.
Aposta tecnológica em expansão
A introdução da cirurgia robótica no Algarve insere-se numa tendência mais ampla de modernização dos blocos operatórios no Serviço Nacional de Saúde, com a adoção de equipamentos que permitem maior precisão em procedimentos complexos.
Segundo a mesma fonte, a implementação desta tecnologia tem permitido alargar o tipo de intervenções realizadas, ao mesmo tempo que melhora a recuperação dos doentes, reduzindo o tempo de internamento e a agressividade cirúrgica associada a métodos tradicionais.
Marco simbólico para a equipa médica
O presidente do Conselho de Administração, Tiago Botelho, destacou o significado do número alcançado, referindo tratar-se de um marco que representa o trabalho desenvolvido desde o início do projeto. O responsável saudou as equipas envolvidas, sublinhando o papel dos profissionais que estiveram na linha da frente da implementação da cirurgia robótica em Portimão, considerando o resultado como um contributo relevante para o Serviço Nacional de Saúde.
No balanço clínico apresentado, o cirurgião geral Edgar Amorim detalhou o conjunto de procedimentos realizados ao longo deste percurso, que inclui diferentes áreas da cirurgia abdominal e urológica. De acordo com o especialista, foram efetuadas 34 prostatectomias, 22 hemicolectomias, 16 resseções anteriores do reto e 13 sigmoidostomias, além de outros procedimentos como colectomias segmentares, fundoplicaturas de Nissen e retopexias.
Trabalho multidisciplinar nas salas operatórias
O mesmo cirurgião sublinhou ainda a importância da articulação entre diferentes equipas clínicas no sucesso da implementação da cirurgia robótica, destacando o envolvimento de várias especialidades.
Segundo Edgar Amorim, o resultado alcançado reflete o empenho conjunto das equipas de Cirurgia Geral e Urologia, bem como de profissionais de enfermagem e anestesia que acompanharam a evolução do projeto desde o início, garantindo disponibilidade para adaptação a novas práticas.
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