A Polícia Marítima foi chamada à Praia Verde, no Algarve, depois de banhistas terem colocado chapéus-de-sol em frente a uma zona concessionada, numa situação que levou à intervenção no local e à adaptação da forma como os guarda-sóis estavam colocados. O caso ocorreu no último domingo, dia 28 de junho, e voltou a colocar em cima da mesa a forma como o espaço de praia está a ser interpretado no terreno.
Nas fotografias divulgadas pelo Correio da Manhã, os agentes aparecem a explicar a várias famílias que os chapéus-de-sol não poderiam ficar totalmente abertos na posição inicial, sendo pedido que fossem inclinados ou parcialmente ajustados. A orientação passou por permitir a passagem de luz solar, mantendo o equipamento na areia sem bloquear a frente da concessão.
Praia Verde e a ordem no terreno
Sabe-se ainda que os banhistas acabaram por seguir as indicações dadas pelas autoridades no local. A decisão terá sido tomada sem contestação prolongada, com o objetivo de evitar complicações adicionais durante a permanência na praia.
Os testemunhos recolhidos pelo mesmo jornal indicam que a situação foi resolvida de forma imediata, com a reorganização dos chapéus-de-sol colocados na zona em causa.
Altura com cenário semelhante
Na praia de Altura, também no concelho de Castro Marim, registou-se uma ocorrência semelhante. Desta vez, a intervenção terá começado com os nadadores-salvadores, que impediram a colocação dos guarda-sóis naquela posição específica.
A Polícia Marítima confirmou posteriormente que a situação não estaria em conformidade com as regras aplicadas ao uso do areal, reforçando a necessidade de ajustar a ocupação do espaço em frente às concessões.
Interpretação das regras da ocupação
A Agência Portuguesa do Ambiente já tinha defendido, em momentos anteriores, que a área concessionada corresponde apenas ao espaço formalmente delimitado, não devendo ser alargada para além dos seus limites. A posição foi transmitida pelo presidente do organismo, José Pimenta Machado.
O mesmo responsável explicou ainda que a ocupação das praias deve respeitar limites definidos, incluindo percentagens da área útil e da frente de mar atribuída a cada concessão.
Concessionários e dúvidas na aplicação
A Federação Portuguesa de Concessionários de Praia tem vindo a alertar para a falta de clareza na aplicação das regras. Em declarações à SIC, a presidente da entidade, Paula Vilafanha, referiu: “O banhista pode estar à frente, mas sem o chapéu de sol”, sublinhando dúvidas sobre a interpretação prática das normas.
A responsável acrescentou ainda que a ausência de orientações uniformes dificulta a gestão no terreno, defendendo que os utilizadores deveriam ter regras mais claras antes de chegarem às praias.
Silêncio institucional e continuidade das dúvidas
De acordo com o Correio da Manhã, a Agência Portuguesa do Ambiente não voltou a esclarecer publicamente o tema, tendo o seu presidente indicado que o assunto estaria encerrado do ponto de vista institucional.
Ainda assim, a mesma fonte refere que persistem dúvidas entre concessionários e utilizadores, sobretudo quanto à forma como as regras devem ser aplicadas em situações concretas.
Leia também: Queda à água nas Docas de Faro faz uma vítima mortal















