A SalOS, plataforma tecnológica criada a partir da operação real de uma salina artesanal em Castro Marim, está agora disponível para produtores de sal marinho artesanal, com um período de avaliação gratuito de 30 dias.
A solução documenta cada etapa do processo, desde a colheita até ao consumidor, permitindo aos produtores organizar a gestão da salina, provar a origem do produto, responder a auditorias e satisfazer as exigências de compradores internacionais.
Criada por Nuno Correia, profissional de tecnologia oriundo de uma família com quatro gerações de marnotos, a SalOS nasce da ligação entre tradição salineira e inovação digital, procurando dar resposta a necessidades concretas dos pequenos produtores e das cooperativas que trabalham com eles.
Segundo a empresa, a plataforma reúne “num só sistema” a gestão de colheitas, laboratório e qualidade, armazém e inventário, vendas e faturação, bem como rastreabilidade por código QR, com acesso através do telemóvel, no próprio talho da salina.
Plataforma integra inteligência artificial e venda direta
A SalOS inclui ferramentas desenvolvidas especificamente para o contexto das salinas artesanais, entre as quais o Co-piloto das águas, que apoia a gestão de comportas e da salinidade ao longo da safra.
A plataforma integra ainda a Marnoto AI, um assistente concebido para responder a perguntas sobre a operação, apoiando os produtores na gestão diária da atividade.
Outra das funcionalidades é o Portal de Clientes, que permite a cada produtor criar um canal de venda direta, integrado com a operação da salina. Encomendas, pagamentos, faturação e relatórios de auditoria passam, assim, a estar automatizados.
De acordo com a SalOS, esta solução representa “uma porta aberta para o mundo”, especialmente para pequenos produtores e cooperativas que procuram reforçar a sua presença junto de mercados premium e compradores internacionais.
A plataforma está também preparada para o Passaporte Digital de Produto previsto na legislação europeia, no âmbito do Regulamento ESPR. Através de um código QR em cada embalagem, permite entregar ao consumidor informação sobre origem, qualidade e rastreabilidade do sal.
“Construí a SalOS a partir da operação real da nossa salina”
Nuno Correia, fundador da SalOS, afirma que a plataforma nasceu para resolver problemas sentidos no terreno.
“Construí a SalOS a partir da operação real da nossa salina, para resolver os problemas que vimos a registar a produção e a provar a compradores que o sal artesanal é genuinamente diferente. Acreditamos ser a primeira plataforma concebida especificamente para o sal marinho artesanal”, sublinha.
Também Custódio Correia, mestre marnoto da Sal Correia, destaca o impacto da ferramenta no trabalho diário.
“O meu filho construiu a SalOS para me devolver tempo. Tempo para o que realmente importa: o ofício de fazer sal, como quatro gerações antes de mim. Do resto trata a plataforma”, afirma o mestre marnoto.
A SalOS está disponível em salos.net, com avaliação gratuita de 30 dias e sem necessidade de cartão de crédito.
A empresa sublinha que a SalOS e a Sal Correia são entidades distintas: a primeira é uma plataforma de software de gestão e rastreabilidade, enquanto a segunda é um produtor artesanal de sal marinho na Venta Moinhos, dentro da Reserva Natural do Sapal de Castro Marim e Vila Real de Santo António.
A SalOS esclarece ainda que documenta rastreabilidade de origem e qualidade, não sendo, em si, uma certificação. O comunicado recorda que “Sal de Castro Marim” é uma Denominação de Origem Protegida da região.
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