O Auditório Carlos do Carmo, em Lagoa, o Cineteatro Louletano, em Loulé, o Centro Cultural de Belém, em Lisboa, e o Centro Cultural de Lagos vão receber, ao longo de 2026, a ópera Tahiti!, um espetáculo em sessão dupla que cruza Pacific Pleasures (2016–17), de Alannah Marie Halay, e Trouble in Tahiti (1952), de Leonard Bernstein.
A produção tem encenação do algarvio Jorge Balça e direção musical de Pablo Urbina, maestro titular da Orquestra do Algarve, reunindo em palco cinco cantores líricos, marionetas e a Orquestra do Algarve. O projeto insere-se na tradição da double bill opera, apresentando duas obras de curta duração numa mesma noite, ligadas por um fio narrativo comum.

As apresentações estão agendadas para 7 de fevereiro, no Auditório Carlos do Carmo, 13 de fevereiro, no Cineteatro Louletano, 17 de abril, no Centro Cultural de Belém, e 9 de outubro, no Centro Cultural de Lagos.
O programa articula Trouble in Tahiti, ópera de câmara de Leonard Bernstein centrada na vida conjugal de Sam e Dinah num subúrbio norte-americano, com Pacific Pleasures, de Alannah Marie Halay, com libreto de Jorge Balça, concebida como uma prequela da obra de Bernstein e apresentada em estreia nacional. A narrativa acompanha um jovem casal que, apesar de ter alcançado tudo o que desejava, descobre que a felicidade continua por encontrar, numa procura simbólica pelo seu “Taiti”.

Em cena estarão Inês Constantino (mezzo-soprano), Leonel Pinheiro (tenor), Ricardo Panela e Rui Baeta (barítonos) e Sofia Marafona (soprano), com a participação dos marionetistas Ana Rebelo e Luís Godinho, da S.A. Marionetas. O espetáculo recorre a teatro físico e teatro de marionetas, com referências visuais inspiradas na obra de Paula Rego, desenvolvidas em colaboração com o MAC/CCB.
Cantada em inglês, com legendagem em português, Tahiti! tem a duração de 95 minutos, incluindo intervalo, e é classificada para maiores de 16 anos.
Os bilhetes têm preços entre 10 e 15 euros por pessoa. Em Lagoa, o valor é de 12 euros, estando disponíveis na plataforma Bol. Em Loulé, os ingressos custam 10 euros. No Centro Cultural de Belém, os preços variam entre 12 e 15 euros, consoante a tipologia do lugar.
A produção aposta na circulação da ópera encenada por diferentes salas do país, com especial enfoque no Algarve, onde este género raramente é apresentado, contribuindo para a diversificação de públicos e contextos de fruição artística.
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