O Município de Faro recebeu oficialmente, no passado dia 5 de junho, o novo Cais de Passageiros do Núcleo do Farol da Ilha da Culatra. A cerimónia de assinatura do Termo de Entrega da infraestrutura contou com a presença de representantes da Administração dos Portos de Sines e do Algarve (APS), entidade responsável pela execução da obra, que representou um investimento na ordem dos 730 mil euros.
Esta intervenção marca a conclusão do processo de transferência de competências para o Município de Faro no que diz respeito à gestão de praias marítimas, fluviais e lacustres sob domínio público do Estado, bem como ao serviço público de transporte de passageiros regular e turístico em vias navegáveis interiores. O novo cais integra, assim, a infraestrutura essencial de acesso ao núcleo habitacional da Ilha da Culatra, sendo o único ponto de entrada por via marítima.

Desde que assumiu a gestão dos portos comerciais do Algarve, em 2014, a APS deparou-se com um estado avançado de degradação no antigo cais, o que motivou a realização de obras provisórias para garantir a segurança dos utentes. A solução definitiva passou pela construção de uma nova estrutura, totalmente moderna e funcional, fruto de um acordo entre a APS e a autarquia farense, com vista a assegurar a operação regular das carreiras de transporte entre Faro, Olhão e a ilha durante os próximos anos.
Segundo a APS, a nova infraestrutura não só responde às necessidades dos residentes do Núcleo do Farol da Culatra, como será também um importante ativo para o desenvolvimento turístico da região, permitindo a atracagem de embarcações de maior dimensão e acomodando o aumento da procura nos meses de verão.
Para além do Porto de Faro, a APS continua a gerir o Porto de Portimão, principal terminal de cruzeiros no sul do país, que tem vindo a registar uma atividade crescente. Esta infraestrutura é considerada um instrumento estratégico na diversificação da oferta turística do Algarve, contribuindo para mitigar a sazonalidade associada ao turismo balnear.
Leia também: Nem robalo nem dourada: espanhóis alertam que este peixe tem mais de 70 parasitas e é o “mais perigoso do mundo”
















