O Cineteatro Louletano inicia 2026 com uma programação marcada pela diversidade artística, cruzando música, teatro, dança e cinema, e integrando igualmente projetos de mediação cultural e reflexão, reafirmando o compromisso com a criação contemporânea, a coprodução e o encontro com públicos diferenciados.
A programação arranca a 8 de janeiro, às 21:00, com José Afonso ao Vivo nos Coliseus 1983, uma coprodução do Cineteatro Louletano com o Teatro Experimental do Porto. O espetáculo, de natureza multidisciplinar, cruza música, teatro, performance e poesia, não como reconstituição do concerto original, mas como reinvenção contemporânea do legado de Zeca, inspirada no Gig Theatre. A sessão contará com audiodescrição e Língua Gestual Portuguesa, promovendo a acessibilidade.
Música e património cultural em destaque
A 9 de janeiro, às 21:00, realiza-se a 1.ª edição do Festival de Música de Câmara do Algarve, com obras de Mozart, Schumann e Beethoven, interpretadas por músicos de renome internacional. A pianista Wu Qian, diretora artística do festival, lidera um projeto de periodicidade anual, cujas receitas revertem a favor de instituições locais de ensino da música.

No dia 10 de janeiro, também às 21:00, o grupo Canto Nono apresenta Que voz de liberdade é essa?, uma estreia nacional que presta tributo à obra de Sérgio Godinho, contando com a participação especial do ator e narrador Pedro Lamares.
A tradição popular marca presença a 11 de janeiro, com o Encontro de Charolas e Janeiras de Loulé, às 15:00, seguindo-se, às 17:00, um concerto integrado no Festival de Música de Câmara do Algarve, na Igreja Matriz de Loulé.
Pensar a programação e olhar o cinema
A 13 de janeiro, às 18:00, o Bar do Cineteatro Louletano acolhe a conversa Uma programação imaginada por todas as pessoas. É possível?, promovida no âmbito do Clube d’Espectador Emancipado, com moderação de Carolina Santos e participação de vários profissionais das áreas da cultura e das artes.
Nesse mesmo dia, às 21:00, o Auditório do Solar da Música Nova exibe Borgo, de Stéphane Demoustier, integrado no ciclo Filme Francês do Mês, em parceria com a Alliance Française do Algarve.
A programação inclui ainda propostas para o público escolar e familiar, como Rita Red Shoes: Chinfrim, a 14 de janeiro, às 10:30, numa sessão exclusiva para escolas.
Dança, cinema e encerramento teatral
A dança contemporânea ganha destaque a 17 de janeiro, às 21:00, com O Salvado, coprodução assinada por Olga Roriz, resultado de um processo criativo desenvolvido ao longo de um ano e seis residências artísticas. A coreógrafa constrói uma obra que reflete sobre memória, esquecimento e reinvenção, numa “topografia do tempo” onde gesto e imagem se entrelaçam.

Entre 17 e 24 de janeiro, o Cineteatro Louletano acolhe a Algarve Film Week, organizada pelo Loulé Film Office, reforçando a ligação ao cinema contemporâneo.
A programação musical prossegue a 18 de janeiro, às 19:00, com Peregrinação Beethoven, pelo João Roiz Ensemble, com o músico e musicólogo Alexandre Delgado, assinalando os 200 anos da morte do compositor.
No dia 23 de janeiro, o Ciclo de Concertos – Solistas da Orquestra do Algarve apresenta Argentina e Brasil Abraçam-se, com João Barradas no acordeão e direção do maestro Pablo Urbina.
O mês encerra com teatro: Entraria Nesta Sala, de Ricardo Neves-Neves, pelo Teatro do Eléctrico, em sessões a 30 e 31 de janeiro, cruzando humor e a reinterpretação do cinema português das décadas de 1930 e 1940.

O Cineteatro Louletano (CTL) está credenciado pela Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses, integrando ainda a Rede de Teatros com Programação Acessível e proporcionando espetáculos com interpretação em Língua Gestual Portuguesa, outros com Audiodescrição, para pessoas cegas ou com deficiência visual, e ainda Sessões Descontraídas, adaptadas a vários públicos, entre eles pessoas neurodivergentes.
O CTL é uma estrutura cultural da Câmara Municipal de Loulé no domínio das artes performativas, e um dos promotores da Rede Azul – Rede de Teatros do Algarve e da Rede 5 Sentidos.
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