A poetisa algarvia Lídia Serras Pereira será homenageada esta quarta-feira, dia 10 de dezembro, durante o evento Ciranda: Jogo de Palavra Falada, que terá lugar na Casa Capitão, em Lisboa, a partir das 19:30. A homenagem ficará a cargo do algarvio Luís Carlos Vicente Ramos, que dará voz à obra da escritora.
Criado em 2018, o Ciranda é um evento de poesia inspirado no formato poetry slam, no qual cada participante representa um autor já falecido, apresentando em três rondas leituras ou performances com a duração máxima de três minutos. A iniciativa procura revitalizar textos literários de diferentes épocas através da interpretação contemporânea.
Luís Carlos Vicente Ramos nascido em 1998, em Tunes, no concelho de Silves, é licenciado em filosofia pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e mestre em ética e filosofia política pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto. É o criador do projeto digital de divulgação cultural “O Cravo de Tunes”.

Entre as autoras destacadas nesta edição está Elvira Lídia Valente Correia Serras Pereira (1903–1964), romancista, escritora de literatura infantil e poetisa. Natural do Algoz, passou a infância em Albufeira, estudou em Setúbal e Lisboa, e trabalhou como analista no Hospital Escolar antes de casar, em 1931, com o escritor e filósofo António Serras Pereira. Com vasta colaboração em jornais e revistas ao longo da vida, participou em numerosos concursos literários, arrecadando prémios e menções honrosas, sobretudo nos jogos florais realizados por todo o país. O seu percurso ficou igualmente marcado pelo envolvimento associativo e pela escrita para grupos cénicos enquanto residiu no Sardoal. Morreu em Montemor-o-Novo, em 1964.
Além de Lídia Serras Pereira, serão ainda celebrados outros nomes da literatura, como Florbela Espanca (homenageada por Ana Cláudia Santos), António Botto (Cristiano Pedroso-Roussado), Mário Cesariny (Mariana Varela), Diane di Prima (Li Alves), Dona Rosa da Farinha (Manuela Castilho), Maria Teresa Horta (Ricardo Leal Lemos) e Uanhenga Xito (Edson Kiala).
O Ciranda propõe uma aproximação entre tradição e contemporaneidade, procurando “arejar a memória” de textos que deixaram legado e dar-lhes nova vida através da voz de intérpretes contemporâneos. Além das leituras, o evento inclui breves biografias dos autores e a apresentação do trabalho dos leitores.
Os encontros são conduzidos pelas poetas Anna Zêpa e Maria Giulia Pinheiro, criadoras do projeto e investigadoras da palavra falada no contexto literário.
















