Uma mulher de 40 anos foi detida pela Polícia Judiciária (PJ) por suspeitas da prática de um crime de homicídio qualificado contra a própria mãe, de 58 anos, em Olhão. Em comunicado, a PJ esclarece que a vítima foi encontrada sem vida, enterrada num canteiro da varanda da sua residência, apresentando sinais de morte violenta. A investigação teve origem na participação do desaparecimento da mulher e culminou com a identificação e detenção da filha.
O caso começou a ser investigado depois de uma pessoa próxima da vítima comunicar o seu desaparecimento às autoridades. A partir daí, a Diretoria do Sul da Polícia Judiciária reuniu elementos que permitiram reconstruir os acontecimentos e localizar o corpo da mulher.
Segundo a PJ, a vítima vivia sozinha em Olhão, mas, nos últimos tempos, tinha passado a residir com a filha. As diligências realizadas conduziram os investigadores à habitação, onde o cadáver foi encontrado soterrado num canteiro existente na varanda.
Corpo apresentava sinais de morte violenta
A PJ indicou que o corpo apresentava “evidentes sinais de morte violenta”, circunstância que levou à investigação por homicídio qualificado. A descoberta confirmou as suspeitas levantadas durante as diligências realizadas após a comunicação do desaparecimento. Foi possível reunir prova considerada consistente para apontar a filha da vítima como autora dos factos, permitindo avançar para a sua localização e detenção.
As investigações apuraram ainda que existia um ambiente de conflito entre as duas mulheres. De acordo com a PJ, era socialmente conhecido que mãe e filha mantinham uma relação marcada por discussões frequentes desde que passaram a viver na mesma casa.
Embora as autoridades não tenham divulgado mais detalhes sobre a motivação do crime, esse contexto faz parte dos elementos recolhidos no âmbito do inquérito, que continua sob investigação.
Suspeita terá tentado abandonar a região
Durante a investigação, os inspetores localizaram a suspeita ainda em Olhão. Conforme a mesma fonte, a mulher tinha efetuado uma alteração da sua aparência física, alegadamente com o objetivo de preparar a saída da região e dificultar a sua identificação.
A detenção ocorreu na terça-feira, 14 de julho, pela Diretoria do Sul da Polícia Judiciária, que conduziu todas as diligências de investigação desde o desaparecimento da vítima até à descoberta do corpo e à recolha dos elementos probatórios.
Outro dos aspetos revelados pelas autoridades prende-se com a situação judicial da detida. A mulher encontrava-se evadida de um estabelecimento prisional desde janeiro de 2024, onde cumpria pena pela prática do crime de violência doméstica. A PJ refere ainda que a suspeita possui antecedentes criminais, informação que integra o enquadramento da investigação, sem estabelecer qualquer relação direta entre esses antecedentes e o homicídio agora investigado.
A mulher será presente ao primeiro interrogatório judicial para aplicação das medidas de coação consideradas adequadas. O inquérito é dirigido pelo Departamento de Investigação e Ação Penal de Faro, que continuará a acompanhar o desenvolvimento do processo.
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