Miguel Oliveira (BMW) procura, este fim de semana, entrar para a história do Mundial de Superbikes, podendo tornar-se o primeiro português a vencer uma corrida neste campeonato dedicado a motas derivadas de série, na primeira das duas rondas realizadas em Portugal.
O piloto de 31 anos, natural de Almada, já conhece bem o Autódromo Internacional do Algarve (AIA), palco da segunda ronda da temporada, onde venceu em 2020, embora então ao serviço da KTM no Mundial de MotoGP.
Caso consiga vencer em Portimão, Miguel Oliveira passará a integrar um grupo restrito de pilotos, como Max Biaggi, Carlos Checa ou Troy Bayliss, que triunfaram tanto no MotoGP como nas Superbikes. Bayliss mantém-se como o único a alcançar esse feito no mesmo ano, em 2006.
Miguel Oliveira procura primeira vitória portuguesa nas Superbikes
Depois de 14 anos ao mais alto nível no MotoGP, o piloto português iniciou esta temporada um novo capítulo na sua carreira, ao ingressar no Mundial de Superbikes com a BMW, um campeonato que utiliza versões desportivas de motas de produção em série.
Num circuito em que a BMW venceu as anteriores seis corridas, o piloto português parte como um dos grandes animadores da prova, sobretudo depois das exibições conseguidas na ronda de abertura, na Austrália, em que fez quase duas dezenas de ultrapassagens, após uma qualificação marcada por uma queda.
Agora, num circuito que conhece bem e que encaixa nas características da mota bávara, o piloto português será a principal atração para contrariar o favoritismo do italiano Niccollo Bulega (Ducati), que venceu as três primeiras corridas da época, na ronda australiana.
Bulega lidera campeonato antes da ronda de Portimão
O piloto transalpino chega a Portimão na liderança do campeonato, com 62 pontos, contra os 17 de Miguel Oliveira, que é sétimo classificado.
Ao contrário do Mundial de MotoGP, que utiliza protótipos de raiz, e em que cada Grande Prémio é composto por uma corrida sprint, ao sábado, e uma corrida principal, ao domingo, o Mundial de Superbikes apresenta um figurino diferente.
Cada fim de semana é composto por duas corridas principais (uma ao sábado e outra ao domingo), cada uma valendo 25 pontos (pontuam os 15 primeiros), além de uma corrida superpole ao domingo, que define a grelha de partida da corrida principal desse dia e que vale 12 pontos para o vencedor, distribuindo pontos até ao nono classificado.
Além disso, existe uma sessão superpole ao sábado, para estabelecer a grelha de partida para a corrida desse dia.
Programa inclui várias categorias e regresso de Jonathan Rea
Miguel Oliveira faz equipa com o italiano Danilo Petrucci (BMW), que também já passou pelo MotoGP e pelo rali Dakar.
Outra das atrações da prova lusa será o regresso do seis vezes campeão mundial Jonathan Rea, que tinha terminado a carreira no final de 2025. O britânico tornou-se piloto de testes da Honda, mas irá substituir Jake Dixon, que fraturou um pulso na Austrália.
Os únicos pilotos do atual pelotão que já venceram em Portimão são Alvaro Bautista (cinco vitórias) e Jonathan Rea (13 vitórias), sendo que Bautista conquistou todas ao serviço da Ducati.
Além da categoria principal – Superbikes – este campeonato tem outras provas de apoio. Desde logo, as Sportbike, que contam com o português Tomás Alonso (Yamaha) a tempo inteiro, e as Supersport, que contam com Martim Jesus (Honda) como convidado.
Do programa consta, ainda, a categoria feminina, WCR.
As motas saem para a pista na sexta-feira, a partir das 09:00, num dia dedicado a treinos livres. No sábado, disputa-se a qualificação e as primeiras corridas, a partir das 12:00.
O domingo é reservado às corridas de superpole, de manhã, e às corridas principais, à tarde.
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