Mais de 300 pessoas concentraram-se esta quarta-feira na praia do Arraial, em Tavira, para observar o eclipse solar, numa iniciativa promovida pelo Centro Ciência Viva de Tavira que superou as expectativas de participação, segundo Filipa Vargas, responsável pela organização da observação.
Antes do início do fenómeno, Filipa Vargas explicou à Lusa que as mais de 300 pessoas presentes teriam de se revezar na utilização do telescópio instalado pelo Centro Ciência Viva de Tavira. A responsável adiantou ainda que seriam distribuídos cerca de uma centena de óculos próprios para a observação segura do eclipse.

“A expectativa é maior do que o que estávamos à espera”, reconheceu Filipa Vargas em declarações à agência Lusa, confessando-se “entusiasmada” por poder assistir a um fenómeno raro e que “suscita tanta expectativa”.
Junto ao antigo forte existente no local, os participantes aguardavam pela sua vez para observar o eclipse através do telescópio ou pela possibilidade de receber um dos pares de óculos disponibilizados, cujo número não era suficiente para todos os presentes.
Famílias aproveitaram oportunidade para observar fenómeno raro
Entre os participantes estava Carlos Torres, 45 anos, do Porto, que disse à Lusa estar de férias em Tavira e ter aproveitado a iniciativa do Centro de Ciência Viva para assistir, com o filho, à cobertura parcial do sol pela lua.
“Viemos mais pelo miúdo, que é a primeira vez que tem a oportunidade de ver um eclipse e estava muito curioso”, justificou Carlos Torres, enquanto o filho Eduardo, de sete anos, dizia ter gostado muito de “ver o sol ficar tapado pela lua”, embora lamentando haver muita gente e não poder ficar mais tempo no telescópio.

Carla Santos tem 20 anos e contou à Lusa que viu na Internet a informação sobre a ação do Centro de Ciência Viva de Tavira na praia do Arraial, mas “não pensava que houvesse tanta gente a querer participar”.
“Mas foi bom, deu para ver pelo telescópio uma vez e agora temos os óculos para ir partilhando até às 20:00”, disse, pouco antes das 19:30, hora a que estava previsto que o fenómeno atingir o clímax.
Óculos permitiram acompanhar eclipse sem recorrer ao telescópio
Luís Galrito, 35 anos, de Lisboa, também estava entre as 300 pessoas que se encontravam junto ao antigo forte da praia do Arraial e mostrou-se satisfeito por ter conseguido receber um dos óculos distribuídos pela organização da ação.

“Lá conseguimos uns óculos para poder ver o eclipse, sem ter que estar na fila para ver pelo telescópio. Não se vê tão próximo, mas podemos acompanhar mais facilmente, porque não temos que dar lugar a tantas pessoas, somos só cinco a partilhar os óculos no grupo”, disse, acompanhado da mulher e de um casal amigo e o filho.
Participantes destacaram caráter excecional do eclipse
Joana Santos foi outra das pessoas que, embora em férias, não quis perder a oportunidade de observar “um fenómeno astronómico tão raro, que só se repete daqui a uns 100 anos”, salientou.
“Foi um espetáculo, havia muita gente, mas valeu a pena esperar, porque não é todos os dias que se assiste a um eclipse de sol como este”, concluiu.















