Portugal entra esta quinta-feira numa nova fase de calor extremo, com 12 distritos sob aviso vermelho e temperaturas que podem atingir os 44 graus. No meio deste cenário, o Algarve surge como uma exceção parcial: Faro integra o grupo reduzido de distritos que, para já, permanecem sob aviso laranja.
Segundo a agência de notícias Lusa, que cita dados do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), o agravamento do estado do tempo vai intensificar-se até sábado, com máximas elevadas e noites tropicais em grande parte do território continental.
Mapa quase todo pintado de vermelho
O aviso vermelho, o mais elevado numa escala de três níveis, abrange desde hoje Lisboa, Setúbal, Santarém, Portalegre, Évora e Beja. A partir de sexta-feira, 3 de julho, juntam-se ainda Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro, Coimbra e Leiria.
A atualização mais recente do IPMA alargou assim a área de maior risco, num contexto que a própria instituição descreve como de “persistência de valores extremamente elevados de temperatura, quer da máxima, quer da mínima”.
Faro fica de fora, mas não escapa ao calor
Apesar de não integrar a lista dos distritos em alerta máximo, Faro não fica imune ao fenómeno. Explica a mesma fonte que o distrito algarvio estará sob aviso laranja até sábado, 4 de julho, juntamente com Vila Real, Bragança, Viseu, Guarda e Castelo Branco.
Na prática, isto significa temperaturas elevadas e risco acrescido, embora abaixo do limiar considerado mais crítico. Ainda assim, o Algarve pode tornar-se, nestes dias, uma espécie de refúgio relativo face às condições mais severas previstas noutras regiões.
Semana de calor sem tréguas
O IPMA já tinha antecipado, numa nota divulgada no início da semana, um período prolongado de tempo quente e seco. Segundo a mesma fonte, o episódio deverá prolongar-se por pelo menos sete dias. As previsões apontam para máximas entre os 35 e os 41 graus em grande parte do país. No Vale do Tejo e no Alentejo, os termómetros podem subir ainda mais, aproximando-se dos 44 graus.
Se durante o dia o calor aperta, durante a noite o cenário poderá complicar-se. As temperaturas mínimas vão manter-se acima dos 20 graus em várias regiões. Em zonas como a Grande Lisboa, o IPMA admite noites consecutivas com valores entre os 24 e os 28 graus, reduzindo significativamente a capacidade de recuperação física, sobretudo entre populações vulneráveis.
Hospitais e municípios entram em prevenção
Perante este quadro, o setor da saúde já começou a reforçar mecanismos de resposta. Os hospitais ativaram o nível mais baixo dos planos de contingência e o Governo admite uma pressão acrescida nos próximos dias.
A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, reconheceu que as unidades estão preparadas, embora alertando para limitações relacionadas com recursos humanos. Já a secretária de Estado da Saúde, Ana Povo, admitiu que poderá haver aumento da mortalidade associado à onda de calor.
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