A forma como o mundo interage com a inteligência artificial está prestes a sofrer uma alteração profunda. A plataforma tecnológica mais popular da atualidade decidiu abrir as portas à rentabilização do seu espaço de conversação através de uma estratégia comercial muito agressiva. A chegada dos anúncios no ChatGPT promete transformar por completo a experiência visual de quem procura respostas rápidas e diretas no ecrã do computador.
O plano inicial de introdução de publicidade arrancou nos Estados Unidos da América e os resultados financeiros iniciais surpreenderam todo o mercado global. A informação detalhada é avançada pela Marketeer, revista portuguesa de referência focada em temas de marketing, de publicidade e de comunicação empresarial. O programa piloto desenhado pela tecnológica gerou uma receita anualizada superior a 100 milhões de dólares (cerca de 87 milhões de euros) num espaço temporal de apenas seis semanas.
Indica a mesma fonte que existe uma procura enorme por parte de empresas que desejam associar a sua imagem corporativa a esta ferramenta inovadora. A base de clientes pagantes já superou a marca das 600 organizações, com uma adesão particularmente expressiva por parte de pequenos e médios negócios locais. Este interesse transversal sinaliza uma mudança clara de paradigma na forma como as marcas pretendem comunicar com os consumidores no mundo estritamente digital.
O custo elevado das campanhas virtuais
A empresa responsável pelo desenvolvimento do robô conversacional definiu uma tabela de preços bastante elitista para esta sua nova oferta comercial. O custo cobrado por cada mil impressões publicitárias atinge os 60 dólares, um valor financeiro que se traduz em cerca de 50 euros. Este preçário revela-se três vezes mais dispendioso do que as tarifas habitualmente praticadas pela empresa detentora do Facebook e do Instagram.
O projeto de rentabilização encontra-se ainda numa fase claramente embrionária e apresenta uma margem de progressão bastante substancial para os próximos meses. Cerca de 85% dos utilizadores das versões gratuitas já são considerados elegíveis para visualizar os conteúdos comerciais no meio das suas interações diárias. No entanto, menos de 20% deste vasto universo é atualmente exposto a publicidade regular, o que evidencia um potencial tremendo de expansão futura.
A internacionalização planeada para novos mercados
O sucesso financeiro absoluto registado em território norte-americano levou a administração a delinear um plano de internacionalização célere e muito abrangente. A plataforma pretende expandir a inclusão de painéis publicitários para as contas de utilizadores localizados em outros países de forma muito iminente. A Austrália, a Nova Zelândia e o Canadá figuram na linha da frente para receberem esta atualização tecnológica ao longo das próximas semanas.
Explica a referida fonte que esta estratégia corporativa surge da necessidade vital de monetizar uma base de acessos verdadeiramente gigantesca. O robô de texto acumula centenas de milhões de visitas semanais e consome recursos computacionais com custos operacionais tidos como astronómicos. A integração direta de blocos de publicidade no fluxo de diálogo apresenta-se como a solução mais viável para sustentar o modelo de negócio a longo prazo.
As regras estritas e a proteção de dados
A empresa criadora da tecnologia emitiu garantias públicas de que as campanhas pagas não vão interferir com a qualidade ou com a isenção das respostas geradas. Os blocos promocionais surgirão sempre devidamente identificados e separados do texto útil para evitar a confusão visual e a manipulação dos internautas. As interações escritas manterão a sua natureza totalmente privada e os dados recolhidos não serão vendidos ou partilhados diretamente com as marcas anunciantes.
O sistema informático foi programado para bloquear a exibição de conteúdos comerciais em contas pertencentes a utilizadores menores de idade. A mesma barreira de proteção tecnológica aplica-se a diálogos que abordem temáticas consideradas delicadas ou sensíveis para a sociedade em geral. Assuntos relacionados com problemas de saúde física ou mental e debates de natureza puramente política ficam isentos de qualquer tipo de publicidade intrusiva.
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