Durante décadas, o GPS tem sido a principal ferramenta de navegação em todo o mundo. Com base em sinais emitidos por satélites, este sistema tornou-se indispensável para milhões de utilizadores, seja em aviões, carros ou smartphones.
Apesar da sua utilidade, o GPS apresenta várias limitações. Obstáculos como edifícios altos, montanhas ou condições atmosféricas adversas podem afetar a qualidade do sinal e comprometer a precisão da localização.
À procura de alternativas mais fiáveis
Estas falhas levaram empresas e investigadores a explorar soluções alternativas. Uma das propostas mais promissoras chegou recentemente pela mão da Boeing, que surpreendeu ao testar com sucesso uma nova forma de navegação baseada em tecnologia quântica.
Uma nova geração de orientação
A chamada navegação quântica recorre a princípios da física quântica e promete superar muitos dos problemas associados aos sistemas actuais. Este avanço poderá revolucionar o modo como localizamos veículos, aeronaves e até pessoas.
Nada de satélites
De acordo com a Leak, em vez de depender de uma rede externa de satélites, como acontece com o GPS, a navegação quântica utiliza sensores extremamente sensíveis para medir com exactidão os movimentos e alterações de posição.
Precisão atómica
Estes sensores funcionam com base na interferometria atómica, uma técnica que observa o comportamento de átomos individuais para detectar variações mínimas de movimento. Com isto, consegue-se calcular a posição de um objeto com uma precisão quase milimétrica.
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O voo autónomo que deu nas vistas
Segundo a própria Boeing, foi possível realizar em 2024 um voo autónomo usando apenas esta tecnologia inovadora. O sistema funcionou de forma completamente independente, sem qualquer ligação ao GPS tradicional.
Medição de alta tecnologia
Para alcançar este feito, a empresa norte-americana desenvolveu uma Unidade de Medição Inercial quântica, equipada com três sensores distintos. Cada um é responsável por medir aceleração, rotação e outros parâmetros essenciais à navegação.
Autonomia total, sem rede externa
Uma das principais vantagens desta abordagem é a sua autonomia. Por não necessitar de comunicação com satélites, o sistema pode ser usado em locais remotos ou subterrâneos, onde o sinal GPS não chega.
Resistente a interferências
Além disso, esta nova tecnologia é altamente resistente a interferências externas. Isto torna-a ideal para situações em que a segurança e a fiabilidade da localização são críticas, como na aviação ou em aplicações militares.
Uma tecnologia que já nasceu a pensar no futuro
Especialistas consideram que o GPS, apesar de ainda ser muito utilizado, está a tornar-se tecnologicamente obsoleto. A navegação quântica poderá ser o próximo grande salto na forma como nos orientamos no mundo.
Testes promissores nos Estados Unidos
Os primeiros testes com esta tecnologia já estão em andamento nos Estados Unidos. Os resultados iniciais são promissores e apontam para um futuro em que o GPS deixará de ser o único sistema de referência.
Impacto em múltiplas áreas
Caso esta inovação seja implementada com sucesso, o impacto será sentido em várias áreas, desde os transportes até aos dispositivos móveis de uso diário.
Um novo capítulo na navegação
Como afirma a Boeing, “estamos perante o início de uma nova era na navegação”, o que pode significar que o fim do GPS está mais próximo do que se imagina.
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