Um novo vírus transmitido por mosquitos tem vindo a preocupar as autoridades de saúde na Europa, especialmente após registos de infeções em vários países europeus. A sua propagação e os efeitos em alguns pacientes levantam dúvidas quanto à resposta médica disponível.
Entre os sintomas registados estão febres elevadas, dores nas articulações e erupções cutâneas, avança a Stars Insider. A transmissão ocorre principalmente durante o dia, e os mosquitos responsáveis estão presentes em diversas regiões do mundo.
Este vírus tem vindo a alastrar pela Ásia, África, América e, mais recentemente, pela Europa. A sua chegada a território europeu está a ser acompanhada por especialistas em saúde pública.
Transmissão e principais sintomas
A infeção ocorre através da picada de mosquitos do género Aedes, também associados ao dengue e ao Zika. Os sintomas costumam surgir entre dois a doze dias após a exposição e podem durar até dez dias, com destaque para a febre e dor intensa nas articulações, avança a mesma fonte.
Outros sinais frequentes incluem dores musculares, fadiga, manchas na pele e dores de cabeça. Em alguns casos, surgem náuseas, vómitos e olhos avermelhados.
Apesar de a maioria dos casos evoluir positivamente, as dores articulares podem persistir durante semanas ou meses. Em situações menos comuns, há doentes que desenvolvem inflamações articulares prolongadas.
Complicações dermatológicas e agravamentos clínicos
A pele pode ser afetada com o aparecimento de erupções vermelhas, úlceras dolorosas ou alterações de pigmentação. Estas manifestações surgem geralmente nos primeiros dias da doença e, por vezes, estendem-se por mais de uma semana, avança ainda o site americano Stars Insider.
Casos mais graves incluem bolhas, lesões hemorrágicas e descamação cutânea. Pessoas com doenças dermatológicas, como psoríase, podem apresentar agravamento dos sintomas, e há risco de infeções secundárias.
Estas complicações exigem atenção médica, sobretudo em grupos de risco como recém-nascidos, idosos e indivíduos com doenças crónicas, nomeadamente diabetes ou hipertensão.
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Vacina aprovada e reação adversa em análise
Em novembro de 2023, foi autorizada a primeira vacina contra este vírus, destinada a adultos com 18 anos ou mais. A decisão foi recebida com expectativa, uma vez que não existe tratamento específico para a infeção.
Em fevereiro de 2025, os Centros de Controlo e Prevenção de Doenças norte-americanos iniciaram uma investigação após cinco adultos terem sido hospitalizados pouco tempo depois de serem vacinados. Segundo a publicação Stars Insider, “quem tomou a vacina acabou hospitalizado”, embora a ligação entre a vacina e os casos ainda não tenha sido confirmada.
Enquanto decorre a avaliação da segurança da vacina, as autoridades mantêm a recomendação de prevenção através de medidas de proteção individual.
Cuidados preventivos e orientações de saúde
A Agência de Proteção Ambiental aconselha o uso de repelentes com ingredientes como DEET, picaridina ou IR3535. Para quem passa muito tempo ao ar livre, é útil utilizar roupa que cubra a pele e redes mosquiteiras.
É importante aplicar primeiro o protetor solar e, depois, o repelente. Crianças com menos de três anos não devem utilizar produtos com óleo de eucalipto-limão.
Adicionalmente, objetos de campismo e vestuário podem ser tratados com permetrina para maior proteção. Aplicar o repelente nas mãos antes de o colocar no rosto das crianças é uma boa prática.
Diagnóstico e tratamento
O diagnóstico pode ser confirmado na primeira semana através de testes moleculares, como o RT-PCR. Posteriormente, é possível detetar infeções passadas com testes serológicos de anticorpos.
O tratamento foca-se no alívio dos sintomas, com descanso, hidratação e paracetamol. Anti-inflamatórios como o ibuprofeno devem ser evitados até exclusão de outras doenças como o dengue.
A maioria dos infetados recupera gradualmente, mas a vigilância continua a ser essencial. O aparecimento deste vírus na Europa reforça a importância da prevenção e da resposta rápida das autoridades de saúde.
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