A maçã mais brilhante da prateleira pode não ser necessariamente a melhor escolha. A explicação prende-se com a camada branca que pode surgir quando se raspa a superfície de algumas frutas vendidas nos supermercados, um detalhe que tem gerado dúvidas entre consumidores. Segundo uma especialista citada pelo jornal espanhol El Economista, esse aspeto reluzente pode dever-se à aplicação de ceras alimentares destinadas a prolongar a conservação.
De acordo com o El Economista, a nutricionista Cristina Segura alerta que a camada branca visível ao raspar a casca não corresponde a fibra natural da fruta, mas sim a ceras e polímeros utilizados como revestimento. O objetivo é simples: proteger a maçã após a colheita, reduzir a perda de humidade e melhorar o seu aspeto comercial.
A prática é legal e comum na indústria alimentar. Segundo a mesma fonte, grande parte das ceras aplicadas é de origem natural e considerada segura para consumo humano. Ainda assim, o brilho excessivo pode levar a uma perceção enganadora de frescura.
Porque é aplicada esta camada
Depois de colhida, a fruta perde parte da sua proteção natural. Para compensar essa perda, os produtores recorrem a revestimentos que ajudam a conservar o fruto durante mais tempo nas cadeias de distribuição e exposição.
De acordo com a publicação, este revestimento não altera de forma significativa o valor nutricional da maçã. No entanto, a nutricionista citada recorda que a aparência pode não refletir necessariamente maior qualidade.
O aspeto uniforme e reluzente pode ser apenas o resultado de um tratamento superficial. Uma maçã menos brilhante não é obrigatoriamente menos fresca ou menos nutritiva.
Comer com casca ou descascar
A questão sobre consumir fruta com ou sem casca mantém-se atual. A casca concentra parte importante das fibras e de determinados antioxidantes, razão pela qual muitos especialistas recomendam o seu consumo.
Contudo, é também na superfície que podem permanecer vestígios de pesticidas. Segundo o El Economista, as autoridades alimentares consideram que os resíduos presentes nas frutas comercializadas se mantêm dentro dos limites legais definidos.
Ainda assim, a lavagem cuidadosa antes do consumo é aconselhada. Lavar com água corrente e esfregar a superfície pode ajudar a remover parte dos resíduos superficiais. Em alguns casos, optar por fruta de produção biológica pode ser outra alternativa, embora também deva ser devidamente lavada.
A aparência nem sempre é sinónimo de qualidade
O brilho pode ser apelativo, mas não deve ser o único critério de escolha. A especialista citada pela publicação sublinha que o consumidor deve privilegiar a informação e a variedade alimentar, dando preferência a fruta da época.
No que respeita às recomendações gerais, mantém-se a indicação de consumir pelo menos três porções de fruta por dia, integradas numa alimentação equilibrada.
No final, a maçã mais bonita pode ser apenas a que recebeu mais cuidados na apresentação. Saber o que está por trás desse brilho permite uma escolha mais consciente, sem alarmismo, mas com conhecimento.
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