Ir para a cama com meias nos meses mais frios é um hábito comum, sobretudo entre quem sente os pés constantemente gelados. Apesar de proporcionar conforto imediato, especialistas alertam que esta prática pode influenciar a circulação sanguínea, a saúde da pele e até a qualidade do sono.
Circulação e cuidados com a pele
Segundo a revista Women’s Health, dedicada a lifestyle e bem-estar, meias demasiado justas podem restringir o fluxo sanguíneo nos pés.
Durante a noite, esta compressão dificulta a regulação natural da temperatura corporal e pode aumentar o desconforto.
Se os pés costumam estar frios, a recomendação é optar por meias adequadas ao sono, com o tamanho correto, semelhantes às que usa durante o dia.
O tipo de tecido também faz diferença: materiais sintéticos, como o nylon, retêm humidade, criando um ambiente propício a fungos e bactérias, o que aumenta o risco de infeções cutâneas. Tecidos naturais, como o algodão, são preferíveis por permitirem maior ventilação da pele.
Temperatura corporal e sono
Usar meias durante a noite pode elevar demasiado a temperatura do corpo, alterando os ciclos naturais do sono. O sobreaquecimento provoca um descanso menos profundo e despertares mais frequentes, sobretudo se as meias forem grossas ou de materiais pouco respiráveis.
O conforto é outro fator essencial: meias apertadas ou mal ajustadas podem causar irritação e sensação de aperto, dificultando o relaxamento necessário para adormecer. Nestes casos, dormir sem meias pode resultar num sono mais tranquilo e reparador.
A higiene não deve ser esquecida. Usar meias sujas ou húmidas aumenta o risco de odores e infeções. Se optar por manter este hábito, deve reservar sempre um par limpo e exclusivo para dormir.
Apesar destes cuidados, há situações em que dormir com meias leves e respiráveis pode ser benéfico, especialmente para quem tem dificuldade em manter os pés quentes.
A Women’s Health reforça que o ideal é escolher modelos especificamente concebidos para dormir, garantindo conforto e segurança.
















