Os próximos dias deverão trazer uma mudança gradual no estado do tempo em Portugal continental. Depois de um período marcado pelo calor típico da canícula, a aproximação de uma depressão em altitude poderá favorecer alguma precipitação no litoral Norte e Centro, acompanhada por uma descida das temperaturas.
Segundo a Meteored, não está previsto um episódio de chuva generalizada, mas os modelos meteorológicos continuam a indicar a possibilidade de precipitação entre sexta-feira e sábado em alguns pontos do território. A maior probabilidade concentra-se junto ao litoral, onde a influência atlântica será mais evidente.
Seis distritos podem registar chuva
De acordo com a previsão mais recente do modelo ECMWF, a precipitação deverá afetar sobretudo os distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro, Coimbra e Leiria. Nestes locais, a circulação marítima poderá transportar mais humidade e criar condições para aguaceiros fracos a moderados.
Nas restantes regiões do país, a probabilidade de precipitação será bastante reduzida. O interior Centro, o Alentejo e o Algarve deverão manter tempo maioritariamente seco, com a instabilidade a perder expressão à medida que avança para o interior.
Apesar de os acumulados previstos serem, em geral, modestos, a possibilidade de chuva nesta altura do ano merece destaque. Durante a canícula, período habitualmente associado ao tempo quente e seco, qualquer episódio de precipitação, mesmo limitado, torna-se menos comum, sobretudo quando ocorre em plena segunda quinzena de julho.
Chuva deverá ser mais provável junto ao litoral
Os mapas de precipitação indicam que a chuva deverá surgir de forma dispersa, sobretudo nos períodos de maior instabilidade atmosférica entre sexta-feira e sábado. A faixa litoral Norte e Centro será a mais exposta, enquanto muitas localidades do interior poderão não registar qualquer precipitação.
A Meteored explica que o sinal apresentado pelo modelo aponta para uma precipitação muito condicionada pela proximidade ao oceano. Isto significa que a probabilidade será mais elevada nas zonas costeiras e diminuirá rapidamente à medida que se avança para o interior do território.
Ainda assim, a previsão mantém alguma incerteza quanto à extensão e intensidade da chuva. Pequenas alterações na posição da depressão em altitude ou na circulação marítima poderão influenciar os locais mais afetados.
Entrada de ar marítimo vai refrescar o ambiente
A alteração do estado do tempo estará associada à entrada de uma massa de ar marítimo mais fresco, transportada por uma circulação de noroeste. Este padrão deverá limitar a subida das temperaturas máximas durante sexta-feira e sábado, sobretudo nas regiões Norte e Centro.
Ao mesmo tempo, essa circulação permitirá transportar mais humidade do Atlântico para o litoral ocidental, criando condições mais favoráveis ao aparecimento de precipitação. A descida das temperaturas deverá ser sentida em grande parte do território, ainda que de forma mais evidente nas zonas sob maior influência atlântica.
Os mapas de anomalia térmica continuam a indicar valores abaixo do normal para esta época do ano em grande parte de Portugal continental. O contraste deverá ser mais notório face aos dias anteriores, com um ambiente mais fresco em praticamente todo o país.
Algarve e Alentejo deverão manter tempo seco
Apesar da descida das temperaturas, o sul do país deverá ficar fora da zona com maior probabilidade de chuva. No Algarve e em grande parte do Alentejo, o tempo deverá manter-se maioritariamente seco, embora com temperaturas menos elevadas do que nos dias anteriores.
A descida térmica será também sentida em quase toda a Península Ibérica, com exceção da metade oriental de Espanha, sobretudo nas zonas banhadas pelo Mediterrâneo, onde as temperaturas deverão continuar elevadas para a época.
Em Portugal continental, sexta-feira e sábado deverão assim ficar marcados por uma interrupção temporária do padrão mais quente, com ar marítimo, ambiente mais fresco e possibilidade de chuva em seis distritos. A precipitação deverá concentrar-se sobretudo em Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro, Coimbra e Leiria, mas a evolução dos modelos continuará a ser determinante para confirmar a intensidade e a distribuição deste episódio.
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