Uma crista anticiclónica deverá começar a ganhar força no Atlântico Norte e a influenciar o estado do tempo em Portugal continental a partir de domingo, 19 de julho. As temperaturas vão subir, sobretudo no interior, com várias localidades a ultrapassarem os 35 ºC.
As previsões do modelo europeu ECMWF apontam para o estabelecimento de um regime de Crista Atlântica entre domingo, 19 de julho, e sexta-feira, dia 24. Este padrão meteorológico estará associado ao reforço de uma área de altas pressões sobre o Atlântico Norte, de acordo com a Meteored.
Embora este tipo de configuração esteja normalmente ligado a tempo seco e estável, não significa que as temperaturas sejam amenas em todo o território. Pelo contrário, o calor deverá intensificar-se em várias regiões do interior de Portugal continental.
Anticiclone começa a ganhar força no sábado
A formação da crista anticiclónica deverá começar durante o dia de sábado, 18 de julho, estendendo gradualmente a sua influência até à Península Ibérica.
O anticiclone deverá permanecer robusto a norte, enquanto a disposição das isóbaras junto à costa portuguesa favorecerá uma circulação de noroeste. Esta situação deverá contribuir para a presença da habitual nortada nas zonas costeiras.
No interior, o cenário será diferente. A entrada de ar quente e seco, proveniente do Norte de África e do interior da Península Ibérica, deverá provocar uma subida mais acentuada das temperaturas máximas.
Interior e Sul serão as regiões mais afetadas
O aquecimento será favorecido pela presença de céu pouco nublado ou limpo, pela forte radiação solar e pelo movimento descendente do ar associado ao anticiclone.
A distância em relação ao oceano e as características do relevo também ajudam a explicar por que motivo o calor será mais intenso nas regiões do interior.
A barreira orográfica formada pelas serras entre Montejunto e a Estrela poderá dificultar a progressão do ar mais quente em direção ao litoral. Este fenómeno deverá contribuir para a concentração das temperaturas mais elevadas na metade oriental e meridional do país.
Vales do Douro e Guadiana acumulam mais calor
Os principais vales fluviais, como os do Douro e do Guadiana, poderão registar valores particularmente elevados. O relevo mais encaixado favorece a acumulação de calor e dificulta a circulação do ar.
Segundo as previsões atuais, as temperaturas máximas deverão situar-se entre os 36 e os 40 ºC em várias zonas dos vales do Douro e Guadiana, Beira Alta, Beira Baixa, Alentejo e Sotavento Algarvio.
O Baixo Alentejo deverá ser um dos principais focos de calor, com especial destaque para o vale do Guadiana, onde os termómetros poderão aproximar-se dos 40 ºC.
Estas localidades podem ultrapassar os 35 ºC
Idanha-a-Nova, Crato, Vila Viçosa, Redondo, Portel, Cuba, Ferreira do Alentejo, Beja, Aljustrel, Ourique e Almodôvar poderão atingir máximas próximas dos 36 ºC.
Em Mirandela, Vila Nova de Foz Côa, Vila Velha de Ródão, Ponte de Sor, Campo Maior, Elvas, Reguengos de Monsaraz, Serpa e Moura, os termómetros poderão chegar aos 37 ºC.
No Algarve, Odeleite poderá atingir 38 ºC. Em Mértola, a máxima prevista ronda os 39 ºC, enquanto Alcoutim poderá chegar aos 40 ºC, figurando como uma das localidades mais quentes do país.
As previsões ainda poderão sofrer alterações nos próximos dias, pelo que os valores deverão continuar a ser acompanhados até domingo.
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