A ida às urnas para as eleições que escolheram o próximo Chefe de Estado aproxima-se e a logística do dia eleitoral não depende apenas da decisão política dos portugueses. As condições atmosféricas desempenham muitas vezes um papel relevante na mobilização do eleitorado, sendo importante saber se o cenário será convidativo a sair de casa ou se exigirá cuidados redobrados. As previsões mais recentes apontam para um dia marcado por contrastes térmicos significativos e um frio ‘agreste’ nalgumas regiões.
A meteorologia indica que os eleitores vão enfrentar um ambiente bastante agreste, embora com a presença do sol na generalidade do território nacional. De acordo com o Correio da Manhã, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera prevê temperaturas muito baixas para este domingo decisivo.
Onde pode cair neve e chuva
Apesar de se esperar tempo seco na maior parte do país, existem exceções importantes que podem afetar a deslocação às mesas de voto. Paula Leitão, meteorologista do IPMA, refere que “pode haver alguma neve na Serra de São Mamede e em alguns pontos mais altos” da região interior sul durante a madrugada.
A meteorologista citada refere ainda que, embora o céu se apresente pouco nublado ou limpo na maioria das regiões, podem ocorrer aguaceiros fracos no interior. Esta instabilidade será mais provável durante as primeiras horas do dia, dando lugar a uma tarde mais estável mas fria.
Temperaturas negativas e formação de gelo
O frio será o protagonista indiscutível deste dia de eleições, com os termómetros a registarem valores que obrigam ao uso de agasalhos reforçados em algumas regiões. Bragança deverá atingir uma mínima de três graus negativos, enquanto no Alentejo e no Porto as mínimas rondarão os três graus positivos.
Explica a referida fonte que a madrugada de domingo será propícia à formação de gelo ou geada em vários locais, acompanhada de nevoeiros matinais. A sensação térmica será agravada pelo vento, que soprará do quadrante norte e será mais intenso em toda a faixa costeira do continente.
Contraste com os dias anteriores
Esta previsão para o dia da votação surge após um sábado marcado por condições meteorológicas mais adversas. Antes da abertura das urnas, o país enfrentou aguaceiros, trovoadas e até granizo, especialmente nas regiões do litoral, com a neve a cair acima dos 1200 metros de altitude.
O domingo trará, portanto, uma ligeira melhoria no estado do céu, permitindo que o ato cívico decorra sem chuva persistente na maioria dos concelhos. No entanto, o frio intenso exigirá precaução, especialmente para os eleitores que pretendam votar nas primeiras horas da manhã.
Eleições com recorde de candidatos
Estas condições meteorológicas servem de pano de fundo a umas eleições presidenciais históricas que contam com onze candidatos no boletim de voto. O número recorde de pretendentes ao Palácio de Belém inclui nomes como Henrique Gouveia e Melo, Luís Marques Mendes e Catarina Martins, entre várias outras figuras do panorama político e social.
Explica ainda o Correio da Manhã que, caso nenhum dos candidatos consiga obter mais de metade dos votos validamente expressos neste domingo, haverá uma segunda volta. O novo escrutínio, se necessário, realizar-se-á no dia 8 de fevereiro entre os dois concorrentes mais votados para suceder a Marcelo Rebelo de Sousa.
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