O atual cenário meteorológico de calor e estabilidade pode ter os dias contados devido a uma forte ameaça que se forma no oceano Atlântico. Uma nova depressão pode chegar a Portugal em breve e promete poder alterar de forma radical o estado do tempo.
A resposta para esta drástica alteração atmosférica é referida pelo portal Meteored, plataforma digital dedicada a previsões meteorológicas. O temporal vai primeiramente trazer precipitação para o Minho e para o Douro Litoral entre a noite de segunda e a madrugada de terça-feira. A chuva vai depois alargar-se ao longo dos dias sete e oito de abril rumo ao interior e ao litoral centro do continente.
A formação de um sistema explosivo
Este agravamento tem origem num violento centro de baixas pressões que viaja desde a zona da Terra Nova no continente norte-americano. Indica a mesma fonte que o sistema sofrerá uma intensificação muito cavada sobre as águas oceânicas durante o domingo de Páscoa. A pressão atmosférica no núcleo da tempestade cairá de forma vertiginosa num período inferior a um dia completo.
A redução de mais de vinte e quatro hectopascais num espaço de tempo tão curto configura um processo de ciclogénese explosiva. Este fenómeno físico transforma o sistema numa tempestade altamente ativa e capaz de quebrar o escudo anticiclónico que atualmente nos protege. O bloqueio cederá o espaço necessário para que as frentes instáveis avancem com força sobre a Península Ibérica.
A trajetória da grande tempestade
A rota delineada pelos modelos matemáticos mostra que o núcleo geométrico deste fenómeno extremo não irá cruzar diretamente os céus portugueses. Explica a referida fonte que a grande tempestade atlântica vai deslocar-se por latitudes mais setentrionais e posicionar-se a oeste da Irlanda. Apesar desta distância, a frente fria produzida por esta depressão possui uma extensão colossal capaz de varrer o nosso país.
A faixa de instabilidade vai entrar pela região noroeste e produzir um padrão de precipitação frontal clássico dos meses de inverno. A água cairá com enorme incidência nos territórios situados a norte da barreira montanhosa que une Montejunto à serra da Estrela. As zonas localizadas a sul deste grande acidente geográfico receberão apenas aguaceiros fracos e em quantidades bastante residuais.
O impacto nas montanhas e a segunda vaga
A passagem desta vasta superfície frontal não se limitará a trazer apenas chuva contínua para as terras mais a norte. As massas de ar instável podem promover o regresso da queda de neve nas cotas mais elevadas das montanhas nortenhas e centrais. Os modelos admitem também a formação de episódios de granizo em pontos muito específicos destas geografias de altitude.
As tréguas meteorológicas após a passagem da frente serão praticamente inexistentes ao longo do dia seguinte. Um segundo núcleo de baixas pressões deverá formar-se muito perto da costa da Galiza logo nas primeiras horas de quarta-feira. Este novo episódio atlântico tem potencial para gerar acumulações de água muito superiores às registadas na véspera.
A cautela na leitura das previsões
A dinâmica da atmosfera terrestre revela um comportamento extremamente volátil durante toda a estação primaveril. As previsões desenhadas a mais de cinco dias de distância carecem de atualizações contínuas para refinar a intensidade exata do fenómeno. O percurso final do temporal ainda pode sofrer ligeiros ajustamentos consoante o comportamento de recuo do anticiclone.
Explica ainda o portal Meteored que os cidadãos devem encarar estes cenários como uma forte possibilidade e não como uma certeza matemática inabalável. O acompanhamento diário das atualizações torna-se fundamental para compreender a real dimensão e o impacto desta ameaça atlântica. A confirmação das quantidades de água esperadas será sempre feita em datas mais próximas da chegada do evento.
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