Portugal continental prepara-se para uma degradação do estado do tempo na reta final da semana, com uma tempestade prevista para o dia de quinta-feira, 22 de janeiro, associada a chuva, vento, agitação marítima e possibilidade de neve, num cenário que meteorologistas continuam a monitorizar devido à incerteza normal desta distância temporal.
A previsão divulgada pelo Meteored aponta para um “carrossel” de baixas pressões e para a chegada de uma tempestade que poderá trazer episódios de precipitação forte, rajadas e agravamento do mar, com destaque para o dia de quinta-feira.
Do lado oficial, os avisos do IPMA já refletem o risco de agitação marítima, incluindo aviso laranja em distritos como Lisboa, com referência a ondas de noroeste com 5 a 7 metros e altura máxima até 12 metros em determinados períodos.
Chuva a intensificar-se entre quarta e quinta-feira
A tendência descrita é de precipitação a ganhar expressão a partir de quarta-feira, 21 de janeiro, e a tornar-se mais generalizada e intensa na quinta-feira, 22, quando a chuva deverá abranger grande parte do território continental, com momentos de maior intensidade ao longo do dia.
O Meteored refere que o cenário mais adverso desta tempestade se concentra no dia de quinta-feira, com períodos de chuva por vezes forte e uma evolução “em ondas”, típica de frentes sucessivas associadas a depressões atlânticas.
Na previsão descritiva do IPMA para quinta-feira, 22 de janeiro, é indicado céu muito nublado e ocorrência de aguaceiros, com maior incidência no Norte e Centro em parte do período, reforçando a leitura de um dia instável.
Vento e mar: o risco maior pode estar na costa
Além da chuva, o vento é outro fator a seguir de perto. O Meteored admite reforço do vento a partir de quinta-feira, com impacto maior no litoral e em zonas altas, e com possibilidade de rajadas fortes durante o episódio.
A agitação marítima merece atenção especial: o IPMA tem avisos de “evento costeiro” em vários distritos, com referência explícita à possibilidade de ondas máximas a rondar os 12 metros em alguns períodos de aviso laranja.
Na prática, isto significa que a combinação de ondulação forte e vento pode tornar perigosas as zonas costeiras mais expostas, como molhes, arribas e passeios marítimos, sobretudo entre a noite de quarta e a manhã/tarde de sexta-feira, consoante o distrito.
Neve: “surpresa” possível, mas com incerteza
O tema que mais chama a atenção nesta atualização é a neve. O Meteored admite um cenário potencialmente “invulgar” para esta fase do inverno, com mapas a sugerirem acumulações relevantes e a possibilidade de cotas a descerem de forma significativa, embora sublinhe que ainda é cedo e que estes mapas podem refletir também fenómenos como granizo ou chuva congelante.
A mesma fonte aponta para a hipótese de este vir a ser “o maior nevão do inverno” e talvez dos últimos anos, caso as projeções se confirmem, mas reforça que o detalhe final dependerá das próximas atualizações dos modelos.
Entretanto, a própria dinâmica atmosférica descrita, com o jato polar a “descer” em latitude e a encaminhar sucessivas frentes para a Península Ibérica, ajuda a explicar porque é que o cenário está a ser acompanhado com especial atenção nesta semana.
O que fazer agora: atenção aos avisos e planeamento
Para o dia-a-dia, o mais importante é acompanhar os avisos oficiais do IPMA e planear deslocações com margem, sobretudo se vive no litoral, se tem trabalho em zonas expostas ao vento ou se conta viajar para áreas de maior altitude (onde a neve, gelo ou chuva congelante podem complicar as estradas).
Em casa, vale a pena prevenir o óbvio: fixar objetos em varandas, garantir que caleiras e escoamentos não estão obstruídos e evitar estacionar junto de árvores ou estruturas mais frágeis quando se prevê vento forte, além de não arriscar junto ao mar durante períodos de ondulação significativa.
















