A depressão Benjamin vai manter-se sobre Portugal continental até domingo, trazendo consigo chuva forte e persistente, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). O alerta incide sobre precipitação contínua e ventos significativos, sobretudo nas regiões Norte e Centro.
Precipitação intensa e risco de acumulados elevados
De acordo com o IPMA, o estado do tempo será condicionado por um fluxo do quadrante oeste, que transporta uma massa de ar com elevado conteúdo de vapor de água.
Esta situação meteorológica vai gerar chuva persistente, com intensidade que poderá atingir valores significativos. A região Centro é apontada como a mais susceptível de registar acumulados elevados, entre 50 e 100 milímetros, estendendo-se de forma eventual a algumas zonas do Norte do país.
Na madrugada desta quinta-feira, a depressão Benjamin motivou a emissão de avisos amarelos para oito distritos do norte de Portugal continental, devido à combinação de chuva contínua e vento forte.
Segundo a mesma fonte, a precipitação deverá manter-se durante a sexta-feira e o sábado, com períodos de maior intensidade e risco de inundações localizadas em zonas mais vulneráveis.
O IPMA sublinha ainda que, embora a chuva seja generalizada, o impacto mais expressivo será sentido em áreas onde o solo já se encontra saturado.
A persistência da precipitação e a força do vento tornam aconselhável atenção redobrada em deslocações e na execução de atividades ao ar livre.
Melhoria gradual a partir de domingo
No domingo, prevê-se um desagravamento das condições meteorológicas nas regiões Norte e Centro, à medida que o sistema frontal se desloca para sul.
Segundo o IPMA, a precipitação poderá ainda ser temporariamente mais intensa no Algarve e no Baixo Alentejo durante a manhã e início da tarde, mas tenderá a reduzir de forma gradual ao longo do dia.
É recomendado que os cidadãos continuem a acompanhar os avisos emitidos pelas autoridades e que se preparem para possíveis alterações repentinas nas condições meteorológicas.
A depressão Benjamin demonstra a capacidade dos sistemas frontais de influenciar o clima de forma prolongada, sublinhando a importância de medidas preventivas e de alerta à população.
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