O ouro voltou a estar no centro das atenções em Portugal, com cada vez mais pessoas a venderem peças antigas ou barras em troca de dinheiro. O fenómeno ocorre tanto por motivos financeiros como por interesse em investimento, num ano marcado por preços sem precedentes, motivados pela instabilidade nos mercados internacionais e compras consistentes de bancos.
De acordo com a SIC Notícias, pulseiras, alianças, brincos e barras são os artigos mais procurados pelos compradores. Segundo a mesma fonte, o negócio do ouro expandiu-se também para o online, permitindo que transações sejam realizadas de forma rápida e acessível. Acrescenta a publicação que muitas das peças são típicas portuguesas ou antiguidades que já não são utilizadas, e que podem alcançar margens de lucro de até 800% na revenda.
Preços recorde e valorização histórica
Refere a mesma fonte que em meados de outubro o ouro superou os 4.000 dólares por onça, um valor nunca antes atingido. No primeiro dia de novembro, o preço situava-se nos 111,50 euros por grama, contra cerca de 80 euros no mesmo período do ano anterior. Acrescenta a publicação que especialistas alertam para a incerteza quanto à manutenção destes níveis de valorização.
Desde o início do ano, o preço do ouro subiu mais de 53%, impulsionado por fatores, como a situação geopolítica, um dólar mais desvalorizado e a procura dos bancos centrais. Refere a mesma fonte que Portugal é atualmente o sexto país com maior quantidade de ouro por pessoa a nível mundial.
Banco de Portugal tem mais de 300 toneladas de ouro
De acordo com o Jornal de Negócios, até outubro, as reservas de ouro do Banco de Portugal totalizavam 383 toneladas, segundo dados do Conselho Mundial do Ouro analisados pela BestBrokers.
Acrescenta a publicação que, ao preço de 4.018 dólares por onça, estas reservas valem cerca de 54,3 mil milhões de dólares, equivalentes a 46.835 milhões de euros ao câmbio atual.
Portugueses estão a aproveitar para vender o seu ouro
Segundo o mesmo jornal, isto representa aproximadamente 36,75 gramas de ouro por pessoa, correspondendo a cerca de 4.090 euros por habitante. O aumento do valor do ouro incentiva os portugueses a transformar peças esquecidas em rendimento, seja em lojas físicas ou através de plataformas online.
O contexto atual evidencia a valorização histórica do ouro e o interesse crescente dos portugueses em vender peças antigas, numa altura em que o metal apresenta preços recorde e reservas nacionais significativas, criando oportunidades de lucro consideráveis.
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