O preço dos combustíveis deverão voltar a subir já na próxima segunda-feira, com aumentos que podem rondar os 10 cêntimos por litro. As previsões mais recentes indicam que tanto o gasóleo como a gasolina poderão encarecer de forma significativa, numa altura em que o petróleo voltou a valorizar nos mercados internacionais. De acordo com o Notícias ao Minuto, as estimativas divulgadas esta sexta-feira têm em conta a evolução das cotações do Brent até ao fecho da sessão de quinta-feira.
Segundo a mesma publicação, fonte da Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis (Anarec) indicou que o gasóleo deverá aumentar cerca de 10 cêntimos por litro. Já a gasolina poderá subir um pouco mais, com uma previsão que aponta para cerca de 10,5 cêntimos.
Durante a manhã, as primeiras previsões divulgadas apontavam para aumentos ligeiramente inferiores. No entanto, a atualização mais recente acabou por confirmar que a subida poderá ser mais expressiva do que inicialmente se estimava.
Petróleo volta a pressionar os preços
Esta nova subida surge num momento em que o petróleo continua a valorizar nos mercados internacionais. Esse movimento acaba por refletir-se diretamente nos preços dos combustíveis vendidos ao consumidor. De acordo com a publicação, o Brent, referência para o mercado europeu, voltou a negociar acima dos 100 dólares por barril. Este patamar psicológico costuma ter impacto imediato nas previsões de preço para o gasóleo e a gasolina.
Na sessão desta sexta-feira, o Brent para entrega em maio subia para 102,54 dólares por barril. Já o West Texas Intermediate, referência para o mercado norte-americano, avançava para 97,53 dólares. Segundo o site Notícias ao Minuto, esta valorização explica a pressão que continua a sentir-se nos preços praticados nos postos de abastecimento.
Governo mantém mecanismo de compensação
Perante a subida prevista, o Governo já garantiu que o mecanismo de compensação fiscal continuará em vigor caso os aumentos ultrapassem determinado limite. De acordo com o Notícias ao Minuto, o ministro da Presidência, António Leitão Amaro, afirmou que o executivo não vê necessidade de alterar o regime atualmente em aplicação.
O governante falava no final da reunião do Conselho de Ministros realizada na quinta-feira, onde sublinhou que o sistema criado pelo Governo continua a responder à evolução dos preços. Segundo explicou, o mecanismo prevê a devolução de parte dos impostos sempre que o aumento ultrapassa os 10 cêntimos por litro. A intenção é garantir que o Estado não beneficie diretamente da subida dos combustíveis.
Na prática, quando esse limite é ultrapassado, é aplicado um desconto no imposto sobre os combustíveis que compensa parcialmente o aumento registado no mercado.
Desconto no ISP continua em vigor
O executivo já tinha anunciado na semana passada uma redução temporária no Imposto sobre os Produtos Petrolíferos e Energéticos aplicado ao gasóleo rodoviário no continente. De acordo com a publicação, essa redução corresponde a 3,55 cêntimos por litro e foi apresentada como uma medida extraordinária para responder ao agravamento do custo dos combustíveis. A decisão surgiu depois de o primeiro-ministro, Luís Montenegro, ter sinalizado a possibilidade de aplicar um desconto temporário no ISP caso a subida ultrapassasse os 10 cêntimos por litro.
Ainda na quinta-feira, António Leitão Amaro recordou que o mecanismo foi anunciado logo no início da nova escalada de tensão associada ao conflito no Irão. O ministro deixou também um aviso no debate político sobre o custo de vida, defendendo que as medidas devem proteger os consumidores sem criar distorções no mercado.
Segundo o governante, a previsibilidade é essencial para garantir estabilidade nas políticas relacionadas com os combustíveis e evitar decisões precipitadas. De acordo com o Notícias ao Minuto, o objetivo do mecanismo é precisamente assegurar que o Estado não arrecada receita adicional quando os preços sobem.
Se as previsões se confirmarem, a próxima segunda-feira poderá trazer mais uma subida expressiva nos combustíveis. Ainda assim, os valores finais dependem sempre das decisões comerciais das petrolíferas e dos postos de abastecimento.
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